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Viagens por dentro dos dias

Blog sobre tudo e sobre nada. Em particular, em torno de literatura, arte, viagens.

Blog sobre tudo e sobre nada. Em particular, em torno de literatura, arte, viagens.


06.01.26

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Estes não são os Os Cinco da Enid Blyton, a autora inglesa de tantos livros para jovens. Não. Esta é a dança dos políticos na corrida a Belém, que demonstra, para já, que os portugueses não sabem bem o que querem. E ainda falta o carro vassoura (termo do ciclismo) com os outros seis irrelevantes candidatos. Esta é também uma imagem-síntese do estado a que chegou este país depois de uma revolução libertadora 50 anos atrás. E o estado frágil do mundo atual e de uma União Europeia com líderes sem voz no concerto das nações. Na UE cada um fala por si e ninguém fala por todos. Tenham um bom dia.

PS


21.05.25

Espero que o Partido Socialista acorde para a realidade e não ande a correr para fazer mais do mesmo.

Saia do templo e oiça a voz do povo.


16.05.25

À janela do desprezado castelo de Arraiolos, como existem tantos outros pelo país. Há exceções que, como sempre, confirmam a regra. Não há dinheiro, dizem. Em Portugal nunca há dinheiro para nada. Todos sabemos que o turismo se faz sobretudo pelo litoral, mas o interior que deseja receber turistas, internos ou externos, tem de apresentar oferta melhor. Talvez pudéssemos aprender alguma coisa neste domínio com nuestros hermanos. Quem é o responsável por esta incúria? Eu não sou. Pago todos os impostos diretos e indiretos e não pago pouco. Como irá haver eleições no próximo domingo tudo vai ficar resolvido. Acreditem.

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09.05.25

Numa recente visita à Figueira da Foz fiquei muito agradado com o desenvolvimento da cidade, comparando-o com viagens e estadias anteriores. Uma cidade solar, voltada para o turismo, que parece ser a última grande descoberta dos empresários e políticos portugueses. Tudo é turismo ou quase tudo. No entanto, aquilo que me chamou mais a atenção foi a imagem de uma cidade parada, à espera de qualquer coisa que lhe dê vida. Talvez aguarde o verão e os turistas. Alguns hotéis estavam fechados ou a meio gás. O mesmo se passando com alguns restaurantes que nos habituámos a frequentar em busca do bom peixe, e que agora apresentam ementas viradas para o paladar dos turistas. Por exemplo: sardinhas assadas, boas, mas congeladas, informava o próprio restaurante. Outro comedouro servia, por exemplo, espetada de lulas com camarão. Uma única espetada, com camarão mal grelhado, acompanhada por batatas fritas. Deve ser ementa para inglês: fish and chips. Pior, só tinha vinho branco, não tinha doces para sobremesa, não servia descafeínado e tinha o MTB avariado. Também não tinha afluência de clientes. Foi assim que a bela imagem inicial da cidade se esfumou. Aliás, como em outras vilas junto à costa. Dá ideia que só funcionam na época estival em função do turismo interno e externo.


04.05.25

Vamos lá então escolher entre o spinnunviva e o industrial de calçado, sempre patrulhados por aquele que chegou e não se foi embora. Três eleições em + ou - ano e meio, diz bem daquilo a que chegou a Tugalândia, esse país onde tudo se promete e tudo se adia com o maior descaramento. Tudo pago pela rapaziada anónima, claro. Sejam felizes e vivam encantados, que eu para esse peditório já dei.

Descida da Cruz, de Domingos Sequeira

ou a cruz deste país que parece não ter rei nem roque


02.02.24

O que é que se passa com a autorização de exportação para venda da pintura de Domingos Sequeira Descida da Cruz? Lê-se e segue-se o caso nos jornais, sobretudo no Público e no Expresso e não se compreende como se pôde chegar a uma situação de venda da obra que já se encontra em Madrid, ao que parece, com esse fim. Não é fácil ao país despir a máscara de Tugalândia com tudo o que se vai descobrindo, todos os dias, de casos e casinhos de diversos quadrantes políticos-sociais. 


25.01.24

Há qualquer coisa entre a Justiça portuguesa e a política que não casa bem. Ou casará? Em momentos-chave da vida portuguesa registam-se encontros mal explicados. Se alguns políticos não andam por bons caminhos, a Justiça parece ter uma agenda mal programada. Ou serão só coincidências?


20.01.24

Neste tempo de pré-campanha eleitoral os partidos políticos em vez de se focarem nos projetos com que pretendem concorrer às eleições, mandam os seus candidatos destapar o lixo, ou enaltecer anteriores ações dos adversários, através de comentadeiros estabelecidos nos canais televisivos e em outra comunicação social, esta em fim de ciclo. É verdade que é difícil os líderes políticos apresentarem projetos que vinguem e sirvam o povo, pela simples razão de não os terem. O dinheiro é sempre pouco e mal gerido. A política é servida à la carte desde há muitos anos. O menu está requentado, mas eles porfiam na ementa. Desta vez, andam a arrregimentar seniores e senadores, que nada dizem aos jovens de hoje. A estes, a política há muito desilude, a não ser que seja uma porta de entrada para um emprego nas hostes partidárias. No ano em que se comemora os 50 anos do 25 de Abril de 1974, a luz ao fundo do túnel está apagada.


24.10.23

Os autarcas são gente com uma grande ânsia de copiar o vizinho autarca. Se um faz uma rotunda, o outro não lhe fica atrás. Se embeleza as ruas com lombas, quase de cinco em cinco metros, o vizinho imita. Se faz um festival literário os outros copiam. Hoje em dia já existem tantos festivais literários e prémios literários promovidos por autarquias, que uma pessoa se confunde. Se existiu lá na terra um tipo que escreveu uns poemas ou meia dúzia de livros, crie-se um prémio literário com o seu nome. Mas o mais edificante são os passadiços. Toda a serra, hoje em dia, tem um passadiço para se admirar a paisagem. Longas línguas de madeira para palmilhar. O problema é que, em minha opinião, descaracterizam a natureza, as serras, a panorâmica do lugar. Os países montanhosos, com paisagens incríveis, não têm destes caprichos, que eu saiba e conheça. E conheço muitos países.

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