Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


31
Mai21

Assédio não catalogado nos manuais políticos

por António Garcia Barreto

Hoje fala-se muito de assédio, de vários tipos, feitios e formas, mas ninguém fala do assédio levado a cabo pelas operadoras de telecomunicações no sentido de nos vender um produto que não nos interessa por uma ou por outra razão. É um assédio diário, a qualquer hora, repetido, chato, obrigando-nos a atender o telefone quando julgamos que o assunto é outro; ou a desligar ainda antes de saber de que se trata, pois a insistência leva-nos a desconfiar. Sobretudo, quando está próximo o termo de um contrato com uma operadora e outra tenta a sua sorte "atacando" em força. Como é que essa outra operadora sabe que o fim do nosso contrato está próximo é um mistério tuga. Mas como dizia a minha avó, devem ter "espírito santo de orelha". Esse assédio não está catalogado nos manuais políticos. A verdade é que o cidadão não se queixa. Julgo eu. Mas devia.

01
Mai21

Dia do trabalhador

por António Garcia Barreto

Hoje é Dia do Trabalhador. Passando os olhos pelas capas dos jornais não parece que seja um dia diferente dos outros, pois não é dado grande destaque à efeméride. Os dirigentes políticos e sindicais tiveram o seu tempo e não têm seguidores que os façam esquecer. As novas gerações mostram-se, em geral, pouco preocupadas com os problemas sindicais (não tanto com os políticos). Dão muita relevância à carreira profissional, como meta de realização pessoal e alcance de melhores remunerações. Preocupam-se com a preservação do meio ambiente. Querem fazer o que gostam, importando-se pouco com anseios de grupo em ambiente corporativo. É cada vez maior o número de pessoas a trabalhar a recibos verdes, os empregos são mais voláteis, não asseguram o futuro. O patronato sem rosto tem um poder que os sindicatos atuais dificilmente conseguem combater com as estratégias e os apoios do passado. A militância sindical está numa fase regressiva. As novas gerações não acreditam "nos amanhãs que cantam". Preferem assistir aos concertos das suas bandas favoritas. O mundo mudou. O Dia do Trabalhador, também.

01
Mai21

Allgarve e pandemia

por António Garcia Barreto

O Algarve atual perdeu o L que um antigo ministro lhe acrescentou à designação territorial. E perdeu também, como quase todo o país, o turismo. Nos últimos dias estive na região, concretamente na zona do concelho de Lagoa. Posso dizer que era difícil encontrar um pessoa na rua de tal forma que em muitos locais se podia andar sem máscara, mantendo uma distância de dezenas de metros. Em locais fechados, como supermercados, por exemplo, a questão era diferente, mas as pessoas cumpriam, sobretudo na obrigatoriedade de usar máscara. Alguns grandes hotéis continuavam fechados. É de crer, porém, que com a abertura de fronteiras a situação se inverta. Esperemos que a liberdade pós desconfinamento não descambe em aumento de pessoas infetadas. Médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar têm outras situações clínicas a que dar atenção e resolver. É preciso que o cidadão se responsabilize pelo seu comportamento social na questão pandémica, não facilitando; e que a vacinação continue a bom ritmo, como parece ser o caso desde que o vice-almirante Gouveia e Melo ficou com a responsabilidade de organizar e gerir esta situação concreta.


Mais sobre mim

foto do autor



Arquivo

  1. 2021
  2. JAN
  3. FEV
  4. MAR
  5. ABR
  6. MAI
  7. JUN
  8. JUL
  9. AGO
  10. SET
  11. OUT
  12. NOV
  13. DEZ
  14. 2020
  15. JAN
  16. FEV
  17. MAR
  18. ABR
  19. MAI
  20. JUN
  21. JUL
  22. AGO
  23. SET
  24. OUT
  25. NOV
  26. DEZ