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mar de magoito

Blog de António Garcia Barreto. Literatura & etc.

Blog de António Garcia Barreto. Literatura & etc.

07.09.21

A RTP2 tem vindo a exibir uma série de programas de cerca de 30 minutos sobre os solares e palácios dos Açores. É uma excelente oportunidade de ficar a conhecer a arquitetura, decoração interior e jardins dessas casas edificadas pelas grandes fortunas açorianas, ligadas à alta burguesia e à nobreza. Boa parte dessas construções são hoje propriedade do governo regional, que as recuperou, instalando nelas alguns dos seus serviços públicos. O programa aproveita a oportunidade para nos falar da vida das pessoas e famílias que mandaram construir esses solares e palácios, permitindo-nos conhecer um pouco da história açoriana, nas suas diversas ilhas. Nem todas essas casas mostram idêntico aparato decorativo, mas algumas delas, são imponentes na sua decoração de interiores. Vale a pena ver.

06.09.21

O mundo do politicamente correto foi uma descoberta dos políticos esponja para se manterem à tona da política. Aproveitado pela pequena-burguesia urbana, educada nas redes sociais e na profundidade de pensamentos que lhes chegam pelo telemóvel, ela replica esse politicamente correto certa de o mundo se reger pelos seus arrepios de humor. Engano. O mundo é administrado pelos donos do dinheiro através dos políticos que eles controlam e manobram como títeres.

31.08.21

Não sabemos ao certo até onde vai o Mediterrâneo, nem que parte do litoral ocupa, nem onde acaba, tanto em terra como no mar. Para os gregos, de leste para oeste, estendia-se do Fásis, no Cáucaso, até às Colunas de Hércules; consideravam implícita a sua fronteira natural a norte e às vezes não se preocupavam com os seus limites a sul. Os sábios da antiguidade ensinavam que os confins do Mediterrâneo se situam onde a oliveira se detém. Nem sempre, nem em toda a parte é assim: há lugares na costa que não são marítimos, ou que o são menos que outros, mais afastados dela. Há lugares em que o continente não se alia ao mar, em que se revela difícil a concordância entre eles. Noutros pontos, o caráter mediterrânico abrange mais vastas porções do continente, penetra-as mais com a sua influência. O Mediterrâneo não é apenas uma geografia.

MATVEJEVITCH, Pedrag in "Breviário Mediterrânico", Quetzal Editores, Lisboa, 2019

16.08.21







Um país em que uma pessoa de bem pode ser enxovalhada impunemente por um grupelho sem norte, não é um país democrático.

Por sinal, é o mesmo país onde as minorias têm estatuto de maiorias, sendo tratadas com benevolência pelo Estado e pelos órgão de comunicação social, debaixo do chapéu do politicamente correto, e as maiorias são olhadas de través e não raro esquecidas nos seus direitos.






14.08.21

Trecho da entrevista conduzida por Júlia Mariana Tavares à Dra. Isabel Castro Henriques in "A MENSAGEM de Lisboa".

Toda a entrevista AQUI.

"Defende a eliminação dessas marcas, como estátuas e monumentos?"

"Não. Eu sou contra a destruição das marcas da história colonial. Acredito que a cidade de Lisboa tem várias histórias. Tem uma história romana, árabe, africana – que queremos dar agora a conhecer – e tem uma história colonial, entre várias outras. A história colonial faz parte da identidade portuguesa. E tal como nunca devíamos ter silenciado as outras histórias, não devemos silenciar a história colonial. Silenciar um aspeto da história global é esconder e limitar a reflexão sobre esse tempo violento e problemático, que é fundamental para podermos assumir, ultrapassar, reconhecer os erros e não voltar a cometê-los."

"Foi esta uma das perspetivas fundamentais do projeto A Rota do Escravo, da Unesco, que era a de quebrar o silêncio. Quebrar o silêncio da escravatura, facto histórico que, em Portugal, foi marcado por um longo e grave silenciamento. Esconder e silenciar é uma maneira de não aprender com a história, de não a reconhecer e sobretudo de não a ultrapassar e assumir. Eu defendo a construção (e não a destruição) de todas as histórias de Lisboa, em particular aquelas que foram esquecidas, como a história africana da cidade."

31.07.21

Ao mesmo tempo que vivemos a Civilização do Espectáculo onde tudo é luz e cor, música e faz-de-conta, e os filhos da pequena burguesia urbana são príncipes e princesas, vivemos também uma espécie de Civilização da Doença, aproveitada pelos magnatas da saúde e repercutida pelos órgãos de Comunicação Social, que só falam de doenças, curas, perigos, entrevistam médicos, cientistas, opinadores da saúde, aconselham e desaconselham, dando notícias que, não raro, no mesmo dia, são uma e o seu contrário. A situação aumentou exponencialmente com a pandemia. Tenham dó. Não tarda seremos todos hipocondríacos.

DDT

30.07.21

Segundo a Comunicação Social, Ricardo Salgado parece estar demente. Entretanto, foi de férias para uma ilha do mediterrâneo. Fez muito bem. A verdade é que ele continua a ser o Dono Disto Tudo. Ele e os seus advogados ensinam-nos; e nós aprendemos. Mas nunca aprendemos o suficiente.

29.07.21

Em ano e proximidade de eleições autárquicas tudo serve para denegrir o governo. Não sabemos quais as propostas da oposição para fazer face aos problemas há muito existentes no país e que vão passando de executivo em executivo, e aqueles outros, que são imensos, despoletados por esta pandemia. Qual é a oposição capaz de fazer frente àquilo que este governo tem enfrentado e resolvido (embora com alguns erros)? Nenhuma. Ela própria sabe disso. É o tradicional e tão tuga bota-abaixo. Espero que o futuro renove a Geringonça. 

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