01.12.25

Quando Diogo Kruz encontrou o corpo de uma mulher a despedir-se da vida junto às arribas de uma praia, não imaginava que ela teria ainda uma longa história para contar.
Essa imagem acompanhou-o durante algum tempo. "Quem era aquela mulher desconhecida que, ao mesmo tempo, lhe interrogou a memória?" Os amigos souberam do caso e interessaram-se pela sua evolução, prolongando, sem querer, uma imagem difícil. Os jornais não fizeram qualquer referência à situação, como se o inesperado drama que Diogo presenciou fosse um facto banal. Era estranho. Ou talvez não. Entretanto, o seu trabalho libertou-o daquela imagem chocante, mas não a apagou da memória. Tempos depois, ao arrepio do que seria normal, foi precisamente um jornal que lhe trouxe de volta a situação por si vivida, mas com uma informação útil e agradável. "Quem era aquela mulher, perguntou-se de novo, que parecia confundir-se com as suas ténues memórias de um passado já longínquo?" Como é que uma situação dolorosa, a que era alheio, se transformou num acto de felicidade? A vida pode surpreender-nos quando menos esperamos, embora a felicidade nunca seja completa. (da contracapa)
Podem encontrar na Bertrand, FNAC, WOOK (online) e outras livrarias.








