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Viagens por dentro dos dias

Blog em torno de literatura, arte, viagens, etc.

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02.10.22

CM de Salvaterra de Magos.jpg

Segundo escreve o Notícias do Sorraia, as actuais Uniões de Freguesias do concelho de Salvaterra de Magos querem voltar ao modelo antigo. Ou seja, voltarem a ser quatro freguesias. Defendem que assim estão mais próximas das populações. Não sei se estão mais próximo das populações, mas adivinho que se vão abrir oportunidades para mais presidentes e secretários de Junta e das assembleias de Freguesia. É preciso dar oportunidade aos boys regionais. Nos meios pequenos será uma forma de promover o emprego estatal e agradecer aos militantes locais. A Assembleia da República vai dizer de sua justiça. Continuando a ser adivinho parece-me que a proposta irá ser aprovada. Talvez não seja para já, mas em próximas eleições autárquicas. O processo interessa a todos os partidos representados nas freguesias. É a contra-revolução autárquica em nome dos boys?  

Basta, porra!

Unam-se no que é essencial e discutam o acessório

13.09.22

Portugal é o melhor país do mundo. Mas é difícil acreditar no significado desta frase quando todos os anos o início do ano letivo varia entre o mau e o menos bom. O mesmo país onde de há anos a esta parte se vem degradando o SNS, com a fuga e transferência de médicos e enfermeiros, sem que se encontrem soluções para o caos que se avizinha. O mesmo país em que todos anos ocorrem fogos que põem em perigo pessoas e bens, além de arrasar grande parte da floresta. O mesmo país que anda há décadas a discutir onde se deve situar o novo aeroporto da capital, voando ao sabor da opinião de uns e outros, só com a preocupação de agradar a gregos e a troianos. Um país de comentadores de tudo, e de políticos de direita-centro-esquerda que o vêm governando ao longo de 48 anos sem conseguirem encontrar soluções práticas, eficientes, duradoras, que não obriguem a que todos os anos se repitam os mesmos desaires e ineficiências. Unam-se naquilo que é essencial e discutam o que é acessório. Façam qualquer coisa a favor de quem vos elege e paga. Qualquer coisa que não sejam medidas de recurso, servidas ao momento. Basta, porra!

09.09.22

Rainha Isabel II.jpgA rainha morreu. O seu extenso reinado de 70 anos, a maneira como serviu o seu país, o Reino Unido, para o qual sempre se mostrou disponível, bem como os reinos do Commonwealth, deixou uma marca muito difícil de apagar, de esquecer. Foi uma estadista inteligente, discreta na sua atuação, mas que não vacilava naquilo em que acreditava ser o melhor para a Grã-Bretanha. Podemos apontar-lhe alguns erros, mas serão poucos em 70 anos de reinado. Assim o fizessem outros chefes de Estado, a quem facilmente podemos apontar o dedo devido aos seus destrambelhos políticos, à sua relação ditatorial com o povo que os elegeu, às suas submissões a interesses que não se compendiam com a sua alta função no aparelho de Estado.

R.I.P. Queen Elizabeth II, assim em inglês, porque ela merece.

Marta Temido

Uma mulher valente

31.08.22

Marta Temido não aguentou mais. Foram dois anos a enfrentar uma pandemia demolidora e agora o cerco do lobby da medicina privada a apertar por todos os lados. António Costa é especialista não só a funcionar como esponja que tudo engole, como experto a tirar o tapete aos que lhe são próximos, fazendo-o sempre com um sorriso bonacheirão. O problema do SNS divide-se em duas partes: a primeira, ligada ao contínuo desinvestimento do sector (com algumas excepções) de modo a oferecê-lo à iniciativa privada, a que acresce a fuga de profissionais que procuraram melhores condições de trabalho e salários. Conseguiram melhores salários, mas condições de trabalho é perguntar-lhes que eles respondem calando a voz; a segunda parte vem com a pandemia, um enorme esforço dos profissionais e um gasto económico não expectável. A seguir à pandemia e à vitória retumbante do PS, começa a efervescência da Direita para minar o SNS, a lutar com dificuldades. Marta Temido saiu-se muito bem da pandemia. Mas o não estar disposta a favorecer lobbies privados, fragilizou-a. António Costa só apareceu na época da pandemia (tal como Sua Excelência), porque são pessoas que não andam na vida política para dar borlas. Sozinha, Marta Temido concluiu que o melhor era afastar-se. Sem apoios e com uma tremenda responsabilidade para dar a volta a um SNS como um puzzle a desarticular-se e minado por dentro e por fora, não tinha outra saída. O cansaço também não ajudou. António Costa esfregou as mãos de contente e até talvez tivesse dado um empurrãozinho para a demissão da ministra. Vá lá a gente saber o que vinga na cabeça do primeiro-ministro. Marta Temido foi trucidada pelo sistema e pelos lobbies. Tenho pena. Foi uma mulher de armas, a quem presto a minha singela homenagem. Mas talvez não tivesse outra opção.

Che Guevara

A lenda, por fim

21.08.22

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Che Guevara na sua La Habana. O ícono de um tempo e de uma revolução. O líder que pensava pela sua própria cabeça. Ídolo de multidões. A paixão de muitas mulheres. O revolucionário romântico, no fim abandonado a si próprio e à sua ideia de revolução. Traído. A lenda, por fim.

A guerra

só serve os fabricantes de armamento

04.08.22

Há gente a brincar com a vida de biliões de pessoas, não se dando conta que um simples erro pode ser fatal para todos ou para uma expressiva maioria. E há algumas pessoas com o dever de desmobilizar aquela gente e nada fazem, limitando-se a um discurso inócuo.

22.07.22

Este país (este mundo) anda numa roda livre. Não há respeito por nada nem por ninguém. Estamos nas mãos de minorias aguerridas e do politicamente correto. Ou repetimos os chavões dessas minorias, que a CS reproduz a toda a hora, ou somos tratados como excedentes.

19.07.22

Temos um governo com uma maioria absoluta no parlamento e uma oposição a governar nos bastidores com o resultado de sondagens que lhe dão uma maioria não elegível. É o país que temos, a Direita que temos, a tugalândia política. Haja paciência.

19.07.22

Num país como Portugal é sempre perigoso fazer afirmações políticas. Os bufos do salazarismo deixaram sementes, que embora não atuem do mesmo modo, tendem a chegar aos mesmos resultados. Espalhar a ignomínia, julgar os outros na praça pública, criar instabilidade. Mudar as mentalidades pode demorar séculos. E ainda só passaram 48 anos desse tempo carregado de pequeninos ódios, de mistificações, de vigilantes da nossa sombra. Na aparência estamos melhores, mas há muita sombra a esconder o sol.

03.07.22

A melhor frase que ouvi nos últimos dias foi expressa por Carlos César: "Luís Montenegro é um heterónimo de Pedro Passos Coelho". 

A nova política do PSD é antiga: arrasar tudo com um ar angélico e um discurso inflamado ao mesmo tempo. Esquecer todas as asneiras feitas por Pedro Passos Coelho e pelo seu governo nas mãos da Troika. E voltar a fazê-la, fingindo tratar-se de uma nova política. A Direita portuguesa é herdeira de Salazar e dos Velhos do Restelo. Mas mais burra e inconsequente. Não tem nada de novo a dar a este país.

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