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06
Jun21

"Como as democracias morrem"

por António Garcia Barreto

Apesar das suas enormes diferenças, Hitler, Mussolini e Chávez percorreram caminhos que compartilham semelhanças espantosas para chegar ao poder. Não apenas todos eles eram outsiders com talento para capturar a atenção pública, mas cada um deles ascendeu ao poder porque políticos do establishment  negligenciaram os sinais de alerta e, ou bem entregaram o poder (Hitler e Mussolini), ou então lhes abriram a porta (Chávez).

A abdicação de responsabilidades políticas da parte de seus líderes marca o primeiro passo de uma nação rumo ao autoritarismo.

Steven Levitsky e Daniel Ziblatt in "Como as democracias morrem" . (Fonte: blog "Eu li nos livros")

01
Jun21

Procriar na China

por António Garcia Barreto

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O governo chinês autorizou os casais a terem até 3 filhos (mais um do que estava determinado). É preciso mão-de-obra para a expansão mundial do comunismo chinês, essa ambiguidade (que parece funcionar bem na RP da China em termos sociais e no estrangeiro em termos de capital) de um país, dois sistemas: direção comunista com economia de mercado.

01
Mai21

Dia do trabalhador

por António Garcia Barreto

Hoje é Dia do Trabalhador. Passando os olhos pelas capas dos jornais não parece que seja um dia diferente dos outros, pois não é dado grande destaque à efeméride. Os dirigentes políticos e sindicais tiveram o seu tempo e não têm seguidores que os façam esquecer. As novas gerações mostram-se, em geral, pouco preocupadas com os problemas sindicais (não tanto com os políticos). Dão muita relevância à carreira profissional, como meta de realização pessoal e alcance de melhores remunerações. Preocupam-se com a preservação do meio ambiente. Querem fazer o que gostam, importando-se pouco com anseios de grupo em ambiente corporativo. É cada vez maior o número de pessoas a trabalhar a recibos verdes, os empregos são mais voláteis, não asseguram o futuro. O patronato sem rosto tem um poder que os sindicatos atuais dificilmente conseguem combater com as estratégias e os apoios do passado. A militância sindical está numa fase regressiva. As novas gerações não acreditam "nos amanhãs que cantam". Preferem assistir aos concertos das suas bandas favoritas. O mundo mudou. O Dia do Trabalhador, também.

12
Abr21

O desespero de Marques Mendes na TV

por António Garcia Barreto

Ao comentar na SIC a atuação do juiz Ivo Rosa em relação a José Sócrates, Marques Mendes dá a imagem de desespero desta direita que vem dos tempos de Cavaco Silva sempre a perder,  mesmo quando julgou ganhar com a governação desastrosa de Pedro Passos Coelho. Hoje, o PSD é um quase nada político, restando-lhe homens como Marques Mendes para disparar em todas as direções, menos, neste caso, na dos procuradores que montaram uma peça de acusação jurídica sem apresentarem as necessárias provas para que o juíz pudesse decidir em consciência. O que o juiz Ivo Rosa fez saber foi que não podia pronunciar uma sentença sobre situações que prescreveram e/ou não apresentavam provas suficientes. Sem provas não pode haver condenação. Se as provas não são claras, se há dúvidas, a sentença deve ter em conta a presunção de inocência do réu: In dubio pro reo. Pode José Sócrates ser corrupto ou ter sido corrompido, pode ser até um manipulador da verdade, mas a isso a Justiça tem de responder apresentando provas irrefutáveis dos  crimes de que é acusado. De outro modo, a Justiça é um "Deus me valha". Marques Mendes ia melhor se tivesse mais serenidade, fizesse menos teatro, e não desse uma ideia de desespero com conotação partidária.

10
Abr21

A visão de Sócrates pelo juiz Ivo Rosa

por António Garcia Barreto

A Direita está a ferver com o não pronunciamento de Sócrates, pelo juiz Ivo Rosa, pelos crimes de corrupção, mas não diz nada pelo trabalho ineficaz dos procuradores. Se Sócrates foi corrupto não se conseguiu provar. E se não há prova não se pode condenar. Além disso, muita coisa prescreveu. Devemos ainda salientar a atitude do juiz ao expor a sua decisão perante a opinião pública, em vez de andar a passear a Justiça pelos corredores e confrarias dos tribunais. A ver vamos o futuro.


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