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Viagens por dentro dos dias

Blog em torno de literatura, arte, viagens, etc.

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28.01.23

Em certo Reino, à esquina do Planeta,

Onde nasceram meus Avós, meus Pais,

Há quatro lustros, viu a luz um poeta

Que melhor fora não a ver jamais.

 

Mal despontava para a vida inquieta,

Logo ao nascer mataram-lhe os ideais,

À falsa-fé, uma traição abjeta,

Como os bandidos nas estradas Reais!

 

E embora eu seja descendente, um ramo

Dessa árvore de Heróis que, entre perigos

E guerras, se esforçaram pelo Ideal:

 

Nada me importas, País! seja meu Amo

O Carlos, ou o Zé da T’resa… Amigos,

Que desgraça nascer em Portugal!

 

António Nobre, «Só». Poema escrito em 1889.

Os lábios

Nos 100 anos do poeta

21.01.23

 

Na música que é tua,
meus lábios torrenciais
caem pesados, duros.
E nunca mais.

Despenham-se a prumo:
vidros ou punhais.
Arrastam-te ao fundo.
E nunca mais.

 
Eugénio de Andrade, "Obscuro Domínio".

13.11.22

"Todavía", poema de Mario Benedetti, poeta, escritor e ensaísta uruguaio (1920-2009) dito pelo próprio, num trabalho de digitalização da sua voz. (Arte digital de Marcelo Rubéns Balboa publicado em Tumblr)

Armando Antunes da Silva

Uma voz do Alentejo

16.10.22

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Antunes da Silva (1921-1997) foi um escritor que hoje poucos conhecem. Publicou uma mão cheia de livros. Incluído entre o grupo dos neorrealistas, foi romancista, contista e poeta de um lirismo popular e próximo da Natureza e dos trabalhadores rurais. Talvez por ser tão defensor da gente humilde dos campos e da sua cidade de Évora, acabasse com uma etiqueta de escritor regionalista. Das suas obras destaco os romances "Suão", "Terra do Nosso Pão" e os livros de contos "O Amigo das Tempestades", " O Aprendiz de Ladrão", "Gaimirra" (o seu primeiro livro) e os livros de poesia "Rio Degebe" e "Senhor Vento", entre outros livros de crónicas e narrativas. Antunes da Silva foi agraciado por Mário Soares, então Presidente da República, com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. Tem o seu nome numa rua de Évora e em escolas do concelho. Deixo aqui um seu poema:

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NERVO

colectivo de poesia

28.09.22

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A revista NERVO colectivo de poesia vai no seu número 15 (NERVO/15). É muito interessante verificar que esta revista, que publica três números por ano, está a atingir os cinco anos de existência. Não é um produto de Lisboa ou do Porto, como podíamos imaginar, mas do Entroncamento, o que poderia configurá-la como um fenómeno da dita cidade. Não é fenómeno. É trabalho. O que a mantém viva e atuante é a constante procura de dar voz a novos poetas, sem esquecer outros mais conhecidos. Além disso, incluiu sempre alguns poetas estrangeiros, apresentando o poema na língua original e a sua tradução. É de salientar, também, o seu aspeto gráfico. Tudo isto se deve à sua editora, Maria F. Roldão, também ela poeta. E mais do que isso, divulgadora de poesia. Se tiverem interesse podem ver as novidades e conhecer melhor a revista na sua página no Facebook. Vale mesmo a pena. 

26.09.22

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Não sei falar de coisas estranhas:

      navegar à bolina da música

      pairar sobre a voz cristalina dos melros

      romper os sonhos na corola das lâmpadas

      beber da sede alheia

      suar a corrida dos outros

Sei apenas viver do cansaço das palavras

21.09.22

Estou só nos campos

A doce noite murmura

A lua me ilumina

Corre em meu coração um rio de frescura

De tudo o que sonhou minha alma se aproxima

 

Sophia de Mello Breyner Andresen in Livro Sexto, Assírio & Alvim

22.08.22

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Poeta português, de seu nome completo Alexandre Manuel Vahia de Castro O'Neill de Bulhões, nasceu a 19 de Dezembro de 1924, em Lisboa. Morreu a 21 de Agosto de 1986, na mesma cidade.

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