Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


30
Jul21

Pedro Tamen, DEP

por António Garcia Barreto

ESCRITO DE MEMÓRIA

Elogio-da-leitura-46.png

Formado em direito e solidão, 

às escuras te busco enquanto a chuva brilha. 

É verdade que olhas, é verdade que dizes. 

Que todos temos medo e água pura. 

A que deuses te devo, se te devo, 

que espanto é este, se há razão pra ele? 

Como te busco, então, se estás aqui, 

ou, se não estás, por te quero tida? 

Quais olhos e qual noite? 

Aquela 

em que estiveste por me dizeres o nome. 

Pedro Tamen in «Tábua das Matérias»

30
Jul21

DDT

por António Garcia Barreto

Segundo a Comunicação Social, Ricardo Salgado parece estar demente. Entretanto, foi de férias para uma ilha do mediterrâneo. Fez muito bem. A verdade é que ele continua a ser o Dono Disto Tudo. Ele e os seus advogados ensinam-nos; e nós aprendemos. Mas nunca aprendemos o suficiente.

26
Jul21

Otelo

por António Garcia Barreto

Otelo, o revolucionário dois em um (revolução calma e pacífica e revolução radical), a que faltava ideologia, mas sobrava entrega, deixou-nos. Sou mais “Salgueiro Maia”, mas devemos a Otelo a estratégia de uma revolução libertadora. DEP.

21
Jul21

Ana de Castro Osório

por António Garcia Barreto

tumblr_ff3569c38844d63668b4fe1938fe7ca2_3c54ab9d_1

Retrato de Ana de Castro Osório, escritora (sobretudo de literatura infantil), jornalista, feminista, maçon (1872-1935).

Fotógrafo desconhecido, 1913. (Museu da Presidência da República)

 

01
Jul21

Ministro Cabrita voava ou não voava?

por António Garcia Barreto

Não se percebe por que razão o ministro Cabrita não fala sobre o acidente com o seu carro de que saiu vítima um trabalhador da via, esclarecendo o que ocorreu. Assim a dúvida cresce. E a dúvida é má conselheira. Ao contrário, o silêncio é de oiro. O primeiro-ministro também não se pronuncia. O mais caricato, e perturbador, foi o Presidente da República, frente às câmaras de TV, ter dado oportunidade ao ministro para esclarecer a situação perante os jornalistas e o ministro não ter aproveitado a deixa. Isto aumenta a dúvida sobre o que realmente aconteceu. Até porque se estamos à espera que as autoridades venham esclarecer a situação cabalmente, o que cita o Jornal Económico faz aumentar o fosso de desconfianças:

Os elementos da Guarda Nacional Republicana (GNR) encarregues de investigar o atropelamento mortal que envolveu o carro oficial do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, foram impedidos de realizar perícias ao BMW onde seguia o ministro, informa o jornal “Correio da Manhã” esta quinta-feira, 1 de julho.

 

12
Jun21

RIP António Torrado (1939-2021)

por António Garcia Barreto

ATorrado.jpeg

CAA9A28E-E944-4E80-85C6-F4DE35D1523E_1_201_a.jpeg

Soube hoje de manhãzinha pela televisão, quando me encontrava no Algarve, da morte de António Torrado, aos 81 anos, vítima de doença prolongada. Foi um choque. António Torrado (professor, escritor, poeta, dramaturgo, editor...) teve um papel fundamental na escrita e divulgação da literatura infanto-juvenil, como criador, investigador e compilador e renovador de contos tradicionais portugueses. Foi nessa qualidade de escritor e diretor editorial que o conheci, em 1977, quando ele recebeu, na Plátano Editora, um original meu ("Botão Procura Casa"),

BotaoCasa.jpgpublicando-o de imediato. Publicou-me mais dois outros títulos. Mais tarde deixou a editora para outros voos, mas ainda nos encontrámos em território neutro, na piscina da Praia das Maçãs, onde ele estava com a família. Reencontrámo-nos mais uma ou duas vezes na Feira do Livro, se bem me recordo. Se existo enquanto escritor devo-o a ele. Neste momento de tristeza, endereço à família os meus sentimentos, e presto singela homenagem ao escritor que tanto fez pela literatura infantil portuguesa, escrevendo e divulgando-a. Para além de todas as outras atividades de caráter cultural em que esteve envolvido como criador e dinamizador.

24
Abr21

Salgueiro Maia, o capitão dos capitães

por António Garcia Barreto

Salgueiro Maia.jpg

Passam amanhã 47 anos sobre a data libertadora do 25 de Abril de 1974. Há gente que continua a sonhar com o passado anterior a essa data, embora admita travesti-lo de democracia. Algo como uma casa velha a precisar de obras profundas, mas na qual apenas se pintam as paredes exteriores de cores garridas, a fingir grandes alterações. Para homens que ainda vestem fatos de três peças e mulheres com o cabelo em ninho de laca, mais do que isso seria comunismo. Devemos a Liberdade a esses militares cansados de uma política castradora e inoperante e de uma guerra que se enrolava eternamente, sem solução à vista. Ousaram vir para a rua, sala dos grandes atos, desafiar o poder instalado durante meio século. Lembro nesta data todos esses militares na figura discreta, determinada e corajosa de um capitão de nome Salgueiro Maia, que encarnou o pensamento dos companheiros e partiu rumo à capital disposto a fazer aquilo que fez e só isso. O resto seria trabalho para os políticos. Esse capitão que afastou honrarias e preferiu continuar a ser um militar numa terra livre, a quem os cavacos deste país nunca perdoaram e nunca agradeceram. Lá onde estiveres, capitão, sabe que nós outros te agradecemos o gesto, a coragem e a verticalidade de que sempre deste provas.


Mais sobre mim

foto do autor



Arquivo

  1. 2021
  2. JAN
  3. FEV
  4. MAR
  5. ABR
  6. MAI
  7. JUN
  8. JUL
  9. AGO
  10. SET
  11. OUT
  12. NOV
  13. DEZ
  14. 2020
  15. JAN
  16. FEV
  17. MAR
  18. ABR
  19. MAI
  20. JUN
  21. JUL
  22. AGO
  23. SET
  24. OUT
  25. NOV
  26. DEZ