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Viagens por dentro dos dias

Blog em torno de literatura, arte, viagens, etc.

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A misteriosa Islândia

e a produção de thrillers

05.01.24

A Islândia será, provavelmente, o país em que mais novelas policiais e thrillers se publicam por ano, tendo em conta o tamanho relativo do país e número de habitantes face a países de outra dimensão. É verdade que todo aquele cenário de clima duro, isolamento, pequenas povoações dispersas e mesmo muitas casas isoladas, o fascínio de auroras boreais, quedas de água, precipícios, gelo, lugares aparentemente misteriosos, são propícios à efabulação policial. Escritos em islandês ou inglês, ou de imediato traduzidos na língua de Shakespeare, chegam rapidamente às livrarias de todo o mundo, tendo autores com centenas de milhares de livros vendidos, como é o caso de Camilla Läckberg, Åsa Larsson, Ragnar Jónasson, entre outros, sem esquecer o Prémio Nobel Halldór Laxness, com uma obra diversificada. Para um país de pouco mais de 370 mil habitantes é obra. Literária, claro. Viva a literatura. 

O Italiano

Recomendação de leitura

15.09.23

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Para quem gosta de temas em torno da II Guerra Mundial, tem aqui um excelente romance, baseado em acontecimentos reais, cuja ação decorre na zona da baía de Algeciras e Gibraltar, durante os anos de 1942-43. Pelo meio, acontece uma história (verdadeira) de amor, entre uma livreira e um militar italiano. Não conto mais nada. Mas recomendo vivamente a leitura do romance. Arturo Pérez-Reverte foi repórter de guerra do El País durante vinte anos, conheceu os horrores da luta nos Balcãs ocidentais (Sarajevo, etc), tendo, posteriormente, enveredado, com êxito, pela profissão de escritor.

Podcast em torno do meu livro

Querubim, o Filho da Puta

10.07.23

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Podem ouvir na RUM, Rádio Universitária do Minho, de Braga, no programa Leitura em Dia, da autoria de António Ferreira e Sérgio Xavier, um podcast com uma crítica ao meu livro QUERUBIM, O FILHO DA PUTA. Vá lá, não custa nada. Basta clicarem no link abaixo, escolhendo a data de 23/06/23. (Aparece também o nome do livro e a editora Guerra e Paz)

Rádio Universitária do Minho, programa Leitura em Dia, dia 23/06/23

NERVO

colectivo de poesia

28.09.22

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A revista NERVO colectivo de poesia vai no seu número 15 (NERVO/15). É muito interessante verificar que esta revista, que publica três números por ano, está a atingir os cinco anos de existência. Não é um produto de Lisboa ou do Porto, como podíamos imaginar, mas do Entroncamento, o que poderia configurá-la como um fenómeno da dita cidade. Não é fenómeno. É trabalho. O que a mantém viva e atuante é a constante procura de dar voz a novos poetas, sem esquecer outros mais conhecidos. Além disso, incluiu sempre alguns poetas estrangeiros, apresentando o poema na língua original e a sua tradução. É de salientar, também, o seu aspeto gráfico. Tudo isto se deve à sua editora, Maria F. Roldão, também ela poeta. E mais do que isso, divulgadora de poesia. Se tiverem interesse podem ver as novidades e conhecer melhor a revista na sua página no Facebook. Vale mesmo a pena. 

Com os Holandeses

Sugestão de leitura

08.09.22

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Sobre o clima, os costumes, as manhas, a bruteza, os vícios, a má comida... A lista começou com Júlio César, alongou-se no decorrer dos séculos, tem casos extremos como o do mal-agradecido Voltaire que, em vez de dar graças pelo refúgio oferecido, sintetizou venenosamente os Países Baixos em "Canards, canaux et canailles". Jesuíta e diplomata, António Vieira disse pior, mas diplomaticamente. De facto são muitos os críticos mordazes de um país em que outros só vêem campos de tulipas, moinhos a rodar serenamente, montes de queijo, diques, água, abundância de belas raparigas loiras e desempenadas. Assim, o optimista Ramalho Ortigão escreveu a suave aguarela que, para muitas gerações, funcionou como relato exemplar de um país exemplar. O meu caso difere.

(Edição Quetzal. Texto da contracapa)

Três Tristes Tigres

Sugestão de leitura

05.09.22

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Três Tristes Tigres é um dos mais importantes romances da idade de ouro da literatura latino-americana. Fugindo à corrente do realismo mágico (e publicado no mesmo ano em que Cem Anos de Solidão), Três Tristes Tigres é uma narrativa polifónica, em que a experimentação da linguagem e dos seus limites serve o retrato uma Havana pré-revolucionária e uma espécie de diário íntimo dos seus principais narradores (e também objetos da narrativa): Códac, um fotógrafo; Eribó, um músico; Silvestre, um ator; e Bustrófedon, poeta morto que sobrevive através dos registos das suas experimentações linguísticas. As noites nos bares da noite havanesa e a música, o álcool, o sexo, a literatura, as drogas, as putas, os homossexuais e bissexuais são o cenário vivo das conversas, confissões, fantasias e desventuras destes jovens que, cativos de uma realidade medíocre e sem futuro, conseguem sobreviver graças às ideias, à amizade e ao humor.

(Edição Quetzal. Sinopse do editor)

25.06.22

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«Quando Osvaldo Ventura abandonou o seu país, aos dezanove anos, nunca supôs que, quarenta anos depois, o seu passado o chamasse de volta para lhe revelar que a vida verdadeira não foi só a que viveu, mas a que deixou para trás esquecida na vila de onde era natural. Tudo sublinhado por uma frase que não teve oportunidade de ler:

— É perigoso brincar com os beijos.»

Estas são as palavras da contracapa do livro de António Garcia Barreto, publicado recentemente. Trata-se do romance «É Perigoso Brincar com os Beijos», editado pelas Edições Astrolábio.

Tive o grato prazer de receber o livro, enviado pelo autor (somos amigos há muitos anos) e não perdi tempo: logo no dia em que o recebi, comecei a lê-lo. Em dois dias (ou duas noites, para ser mais exacta) estava lido! Comecei por notar a sensação de uma leitura amena, algo tranquila, numa escrita límpida, mas que, por outro lado, nos desperta uma curiosidade incontida, conforme as folhas vão sendo lidas – sempre à espera de uma surpresa ao voltar da página seguinte. A par dessa tranquilidade, o mistério que adivinhamos (de início não explícito nas palavras), conforme a narrativa vai decorrendo, mais se afirma no pressentimento que o passar das páginas nos dá de que algo estará para acontecer. E, aos poucos, num ritmo que diria sem pressas, as revelações vão surgindo num interessante desfiar de segredos e num bem urdido planeamento literário, transmitidas pelas principais personagens – não mais do que três. Direi que de surpresa em surpresa a história vai sendo contada (e bem) até chegarmos à surpresa maior. Isto é, à conclusão de que as palavras da contracapa do livro estão mais do que certas. Não há dúvida de que «é perigoso brincar com os beijos». Por isso mesmo, ainda bem que António Garcia Barreto nos avisou a partir desta sua obra. Por mim, passei a ficar acautelada. Que muitos outros leitores o fiquem também. Aconselho que leiam o livro. Vão dar-me razão!

Soledade Martinho Costa

BREVE BIBLIOGRAFIA

Do autor, refira-se, entre outros romances e livros de contos: «Um Sorriso para a Eternidade»; «A Mulher da Minha Vida»; «O Homem do Buick Azul»; «A Malta da Rua dos Plátanos» (traduzido em russo, com uma tiragem de 100.000 exemplares, agora em 2ª edição) e «O Cio das Manhãs» (poesia). Publicou ainda o «Dicionário de Literatura Infantil Portuguesa» e os livros infanto/juvenis «Botão Procura Casa» e «A Mitra Desaparecida» (Prémio Adolfo Simões Muller, promovido pela Câmara Municipal de Sintra). Além de diversos prémios atribuídos a poemas e contos, criou e dirigiu durante dois anos (1980/81) a página juvenil «Oficina do Tio Lunetas» do jornal «Notícias da Amadora» (página onde tive o gosto de colaborar)

SMC

19.03.22

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Não venho falar do livro de João Tordo, que ainda não li. Venho só chamar a atenção para esta capa de superior qualidade gráfica. Capa limpa, simples, arejada, que defende bem o título do livro. E, certamente, o seu conteúdo.

 

07.03.22

Uma das coisas que me deixa preocupado, enquanto escritor, é sentir que a literatura de ficção está a definhar. Julgo que não é só por cá. Publica-se cada vez menos romance e novela, matéria de escrita que tem a ver com as nossas vivências, a nossa imaginação e tudo aquilo que gira à nossa volta. E nem sequer vale a pena falar do conto, e menos ainda de teatro publicado em livro, e não me engano se acrescentar a poesia, embora neste capítulo ainda se vá publicando alguma coisa, em edições pequenas para surpreender os amigos. Os supermercados estão cheios de livros que abordam assuntos irrelevantes destinados a pessoas atraídas por temas leves, que não as leve a refletir muito. Ou, do outro lado, por temas com uma vertente histórica e biográfica, de divulgação, que lhes preencha o desejo de conhecer e saber, mas sem ir muito a fundo nas questões, porque isso exigiria um prévia e melhor preparação escolar no domínio da leitura e do conhecimento literário e da sua história.

06.01.22

Recomendo vivamente este livro do António Mega Ferreira. Para quem gosta de viagens recheadas de História, Arte, apontamentos vários sobre cidades e lugares de Itália. Não é um livro que possa interessar, julgo eu, ao turista de massas, mas a quem goste de aprofundar o conhecimento dos lugares, as personagens que os habitaram e ajudaram a edificar. Simplesmente, maravilhoso.

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