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Viagens por dentro dos dias

Blog sobre tudo e sobre nada. Em particular, em torno de literatura, arte, viagens.

Blog sobre tudo e sobre nada. Em particular, em torno de literatura, arte, viagens.


12.08.25

Hoje dei os parabéns a seis pessoas no Facebook. Nenhuma tinha menos de 55 anos. O Facebook tem vindo a transformar-se num centro cultural da terceira idade onde, a toda a hora, passam milhões de imagens e algumas pessoas com a mania que podem ensinar o que nunca aprenderam escrevem linguados que ninguém lê. Eu também faço parte desse centro cultural, mas apenas por razões mercantis. O que não significa que tire algum proveito disso. Afinal, quem é que lê neste país? 


21.06.25

A Feira do Livro de Lisboa, aquela que conheço melhor, é um espaço de passeio nestes dias de Junho, de descanso à sombra das várias praças instaladas, e uma peregrinação para comprar livros a preços reduzidos, o mais reduzidos possível. Também serve para comprar um livro que trazemos na memória há tempo, sem o qual nos sentimos órfãos. Já para apresentar novos livros, sem desconto, a coisa fia mais fino. Constatei um enorme desinteresse, salvo por um ou outro livro publicado pelos grandes editores, desses escritores que andam sempre pelos jornais e televisões. Ouvi alguém responder quando lhe perguntaram se queria o livro assinado pelo autor: "Não, isso não me interessa nada". Estava obviamente no seu direito. Mas podia estar calado. O resto é vento, ou calor, subir e descer a alameda, beber umas imperiais e tocar a bola para a frente que atrás vem gente. Nunca percebi porque razão a APEL continua a fazer a Feira naquele local, despreparado desde sempre para o evento. É verdade que o português não é muito dado a sair da caixa e do pensamento formatado. E assim lá vamos cantando e rindo, como se cantava no tempo da velha senhora que, por sinal, era um homem.


16.05.25

À janela do desprezado castelo de Arraiolos, como existem tantos outros pelo país. Há exceções que, como sempre, confirmam a regra. Não há dinheiro, dizem. Em Portugal nunca há dinheiro para nada. Todos sabemos que o turismo se faz sobretudo pelo litoral, mas o interior que deseja receber turistas, internos ou externos, tem de apresentar oferta melhor. Talvez pudéssemos aprender alguma coisa neste domínio com nuestros hermanos. Quem é o responsável por esta incúria? Eu não sou. Pago todos os impostos diretos e indiretos e não pago pouco. Como irá haver eleições no próximo domingo tudo vai ficar resolvido. Acreditem.

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09.05.25

Numa recente visita à Figueira da Foz fiquei muito agradado com o desenvolvimento da cidade, comparando-o com viagens e estadias anteriores. Uma cidade solar, voltada para o turismo, que parece ser a última grande descoberta dos empresários e políticos portugueses. Tudo é turismo ou quase tudo. No entanto, aquilo que me chamou mais a atenção foi a imagem de uma cidade parada, à espera de qualquer coisa que lhe dê vida. Talvez aguarde o verão e os turistas. Alguns hotéis estavam fechados ou a meio gás. O mesmo se passando com alguns restaurantes que nos habituámos a frequentar em busca do bom peixe, e que agora apresentam ementas viradas para o paladar dos turistas. Por exemplo: sardinhas assadas, boas, mas congeladas, informava o próprio restaurante. Outro comedouro servia, por exemplo, espetada de lulas com camarão. Uma única espetada, com camarão mal grelhado, acompanhada por batatas fritas. Deve ser ementa para inglês: fish and chips. Pior, só tinha vinho branco, não tinha doces para sobremesa, não servia descafeínado e tinha o MTB avariado. Também não tinha afluência de clientes. Foi assim que a bela imagem inicial da cidade se esfumou. Aliás, como em outras vilas junto à costa. Dá ideia que só funcionam na época estival em função do turismo interno e externo.


24.03.25

Isto de gente ligada ao PSD querer ligar as vitórias da Madeira à realidade do continente, é uma visão curta da política que serve a quem serve. A Madeira (e os Açores) têm realidades muito próprias que não se compaginam com a realidade do continente. Eles estão longe e acham-se longe. A derrota do PSD no continente não vai desaparecer se não desaparecer do cenário político a figura de Luís Montenegro. Já o PS, no continente, não vai ter melhoras que o coloque à frente do PSD nas próximas eleições legislativas. Ambos os partidos adoram lutas inglórias, perder tempo a discutir o sexo dos anjos, nada concorrendo para resolver os grandes problemas da nação. As pessoas estão fartas de joguinhos, casos e casinhos que entretêm deputados, governo e oposição. Tenham juízo.


14.02.25

O mundo neste momento está nas mãos de três homens: Putin, Jinping e Trump. Três personalidades com um ego muito grande e com pouca paciência para acreditarem em qualquer coisa que não seja o próprio pensamento. Estão prontos para uma espécie de poker a três.  A União Europeia, infelizmente, baixou-se tanto, tanto, que vai ser difícil erguer-se. Tem à sua frente pessoas que acham que tudo no mundo se resolve por negociação, mas são a parte fraca de qualquer eventual negociação. Não sei o que espera os europeus quando um presidente diz que quer comprar a Gronelândia e que o Canadá deve ser integrado nos EUA, e muda a designação de Golfo do México para Golfo da América, embora só para consumo interno; quando outro presidente invadiu um país soberano e está a conseguir provar, ao fim de quase três anos de invasão, que a má da fita (os nazis) é a Ucrânia invadida. Isto para não falar de um russo bem posicionado na oligarquia do Kremlin que brinca com a realidade, perguntando: "Quanto custa Lisboa (ou Portugal)?"; e outro presidente que se promoveu a presidente eterno de um país e se prepara a todo o trecho para anexar a ilha de Taiwan, pelo menos. O que mais nos espera? Acorda Europa.


13.03.24

A gestão política do país vai estar apertada. Se calhar não vamos muito longe com o resultado destas eleições. É provável que a pressa do Presidente em demitir o governo e António Costa em se demitir tenha feito o país andar para trás. Por outro lado, há assuntos prementes a resolver na gestão pública que não podem ser adiados sob pena de termos dinheiro e a dívida pública estar controlada e não darmos passos na resolução dos problemas nacionais: salários, habitação, emprego, SNS, Forças Armadas, ETC. Há temas que passaram ao lado campanha eleitoral. Não noto felicidade no cidadão comum.


11.01.24

Acho muito problemático e até contra-natura, existir um país, uma nação, dentro de outro país. Sobretudo com estilos de vida, religião, etc., diferentes um do outro. É o que acontece com a Palestina (Gaza e Cisjordânia) envolvida por Israel. O povo palestiniano deve ter um país governado por palestinianos fora da área territorial de Israel, embora no Médio Oriente. Talvez o Egito ou a Jordânia pudessem "dispensar" território para que os palestinianos construíssem o seu país, como Israel edificou o seu logo a seguir ao fim da II Guerra Mundial. Sei que é difícil. De outro modo, a guerra voltará a acontecer, como já aconteceu antes. Também é necessário que as nações xiitas do Médio Oriente não queiram expulsar os israelitas do seu território. Uma guerra de cariz religioso parece fora de época.

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