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Viagens por dentro dos dias

Blog em torno de literatura, arte, viagens, etc.

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Putin

um louco à frente de um arsenal nuclear?

21.09.22

Putin ameaça e depois recua. Entretanto, faz mais uns bombardeamentos, mas vai recuando e retirando os submarinos de Sebastopol com receio de que os ucranianos ataquem a Crimeira, o que já esteve mais longe de acontecer. Volta a ameaçar, querendo ter um poder que vem perdendo desde que iniciou a invasão da Ucrânia. Na Rússia há já movimentos de contestação da putinagem no poder e do seu soberano, bem como em pequenos países que saíram da esfera de Moscovo desde que Gorbatchev iniciou a Perestróica. Dizem que os seus generais se têm vindo a afastar dele. O problema é que o homem não é de confiança. É um produto dos serviços secretos que o educaram no molde da ex-União Soviética. Não se sabe quando pode desvairar de vez e com a ajuda de fidelidades próximas atacar com armas proibidas. A incógnita é o virús desta guerra. Por outro lado, não me parece que os ucranianos parem seja para o que for, sem terem recuperado todo o território que lhes foi usurpado. Não creio, infelizmente, que a paz esteja para breve.

22.07.22

Este país (este mundo) anda numa roda livre. Não há respeito por nada nem por ninguém. Estamos nas mãos de minorias aguerridas e do politicamente correto. Ou repetimos os chavões dessas minorias, que a CS reproduz a toda a hora, ou somos tratados como excedentes.

Desacelerar o ritmo

para viver melhor

05.07.22

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O progresso estica-se tanto para ser progresso que está a voltar para trás. Talvez estejamos em rota de colisão com os nossos sonhos de grandeza, de realização e futuro. Em rota de colisão com a nossa vida diária, com o ambiente, com os nossos desejos e interesses. O ambiente está a rebentar pelas costuras, não aguenta mais exploração, mais desinteresse, mais devastação de recursos. A esperança de vida cresceu, vive-se mais com melhor qualidade de vida, no Ocidente, mas isso obriga a explorar recursos para satisfazer interesses de riqueza rápida, mas também de usufruto de uma parte da população mundial que quer tudo, se acha com direito a tudo, mesmo que a outra parte não tenha direito a nada. A pressão é enorme não só sobre os recursos disponíveis como sobre os trabalhadores em todas as vertentes profissionais. Há que desacelerar o ritmo e vivermos com mais humildade.

A guerra continua

sem solução à vista

30.05.22

Os EUA precisam de uma Rússia forte, para que ela não se alie à China. É preciso demarcar bem os territórios e não deixar que se formem conglomerados difíceis de enfrentar. Entretanto, enviam para Ucrânia umas armas que não servem nem respondem ao que os ucranianos precisam e exigem. A UE recuou no alvoroço inicial, talvez agastada com algumas indiretas de Zelensky. No campo de batalha, sem armas de nível semelhante, sem aviões, sem aeroportos, sem helicópteros, sem artilharia pesada, sem armada, os ucranianos vão cedendo território aos russos. O Batalhão Azov rendeu-se e está nas mãos dos russos. Esperar o quê? Um milagre? A capitulação do país? Abrir negociações com os ucranianos de rastos, ficando os russos com toda a zona do Donbass, para mais tarde haver uma invasão total e anexar definitivamente a Ucrânia? Talvez seja a estratégia dos EUA, mais interessados em defender os seus interesses geoestratégicos do que com uma Ucrânia independente. A UE, passada a efervescência inicial, assobia para o lado.

Kissinger

em Davos

25.05.22

Há gente responsável na gestão do mundo, no tempo da guerra fria, que vem dizer agora (Kissinger, 98 anos, em Davos), que a Ucrânia deve ceder território aos russos, de outro modo a UE vai ter um futuro difícil. Ou seja, a Ucrânia deve ser a rolha entre o leste e o oeste do mundo e perder o acesso ao mar? Portanto, a invasão da Ucrânia pelos russos, a mando de Putin, a destruição de um país e a morte de inocentes, não tem nada de mal; como não tem nada de mal os EUA, de vez em quando, sempre que os seus interesses o exigem ou lhes dá na bolha, devam invadir outros países, como aconteceu com o Afeganistão, o Iraque, a Líbia. E fico por aqui. Abençoada a liberdade de quem só reconhece liberdade a si próprio e ao seu reino.

Putin

Injustificável e imperdoável.

29.04.22

O que dizer do nível humano de Putin e dos seus generais, para lá do que já conhecemos relativamente à Ucrânia, que bombardeiam Kiev na altura em que o secretário-geral da ONU está na cidade, depois de ter estado em Moscovo, para tentar conseguir a abertura de corredores humanitários? Um acto ignóbil, selvagem, sem o mínino respeito por uma ação diplomática.

Submeter um país a vassalagem

Não estamos na Idade Média

19.03.22

Não há qualquer justificação para a invasão da Ucrânia pela Rússia. Claro que essa invasão teria de trazer consigo destruição, mortes de inocentes, deslocações e refugiados. São milhões. Como se pode justificar o ataque a hospitais, cidades e alvos civis e o desmembramento de um país? Estamos no séc. XXI, não na Idade Média. Não há qualquer justificação humanamente razoável, a não ser estarmos em presença de um país liderado por um autocrata louco, que não conseguiu segurar a sua loucura. Não vale a pena ir lá atrás, buscar fundamentos e comparações, detalhes históricos, etc. A História e a evolução humana anda sempre em frente, não se repete, embora por vezes haja quem tente pará-la, fazê-la regredir. Depois dá no que dá. É injustificável invadir um país, pior ainda se o fazem por vingança, ou para tirar desforra de qualquer coisa passada, tentando reduzi-lo à qualidade de vassalo submisso e silencioso. Na Europa ou onde quer que seja.

10.03.22

O Ocidente tem medo da Rússia e do czar louco. Percebe-se. Não se sabe o que pode vir daquele lado nem quando. A Rússia acabou com a voracidade de Napoleão e de Hitler, embora, mais tarde, saísse pela porta pequena no Afeganistão, combatida pelos mujahedin . Os EUA gostam de «libertar» povos da periferia que têm pouco com que se defender ou que já estão agonizantes, se preciso for inventando realidades como foi o caso do Iraque. A União Europeia tem estado entretida a organizar-se, limando arestas, distribuindo cargos políticos e dinheiro sob a batuta da Alemanha e o ciúme da França, esquecendo a sua própria defesa. É verdade que ou se tem dinheiro para o desenvolvimento económico e social, ou se tem dinheiro para gastar em armamento e em exercícios militares. Putin apalpou a realidade e sentiu que podia avançar invadindo um país que é importante para a Rússia, não só estratégicamente, mas também a nível económico e energético. O Ocidente decidiu então combater a Rússia do czar Putin, e o seu aliado da Bielorrusia, através do sufoco económico. E está a conseguir os seus intentos. Porém, os russos continuam a atacar a Ucrânia de modo selvático, tentando não só conquistar os territórios do leste da Ucrânia, como fechar o seu acesso ao Mar de Azov e ao Mar Negro. Há centenas de milhares de pessoas a procurar escapar da guerra. O Ocidente continua a observar o que se passa à frente dos seus olhos, apoiando os refugiados, recebendo-os, auxiliando-os. No terreno a Ucrânia continua sozinha com armamento inferior ao russo e em número de homens disponíveis, que são quase todos os que podem combater. Veremos como evoluem as negociações entre os dois lados. Se não tenderem para a resolução do conflito este eternizar-se-á com prejuízo para todo o mundo, sobretudo para os ucranianos. O Ocidente talvez pudesse fazer mais e melhor.

23.09.21

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Hoje, levado pela leitura de uma página do livro "A cidade nervosa", de Enrique Vila-Matas, relatando o seu encontro com a escritora Marguerite Duras, dei por mim a ir buscar todos os livros que possuo desta escritora e realizadora francesa, e rememorar alguns dos seus livros. Por exemplo, "Barragem contra o Pacífico" (Prémio Goncourt, 1984), "O marinheiro de Gibraltar" e "A vida material", entre outros livros cuja escrita de Duras sempre me cativou. Recordo ainda o belíssimo filme "O Amante" extraído do romance "O amante da China do norte" realizado por Jean-Jacques Annaud, em 1992 (episódios no YouTube). A escrita de Duras está muito marcada pela sua infância e adolescência em Saigão (hoje Ho Chi Minh), antiga Indochina Francesa, onde a mãe era professora e os dois irmãos pessoas de personalidades completamente opostas: o mais velho, um marginal, jogador e consumidor de ópio; o mais novo, um rapaz sensível, que o mais velho repudiava, e Duras adorava. Os livros de Marguerite Duras são o testemunho de um tempo, de uma paixão adolescente, de uma vivência pessoal levada aos limites. Vale muito a pena ler a sua obra, ver os filmes que realizou, sem esquecer o filme de Jean-Jacques Annaud, que capta de modo sublime um primeiro contacto com o amor, físico e emocional, uma paixão, um ambiente, um lugar, uma época.

31.07.21

Ao mesmo tempo que vivemos a Civilização do Espectáculo onde tudo é luz e cor, música e faz-de-conta, e os filhos da pequena burguesia urbana são príncipes e princesas, vivemos também uma espécie de Civilização da Doença, aproveitada pelos magnatas da saúde e repercutida pelos órgãos de Comunicação Social, que só falam de doenças, curas, perigos, entrevistam médicos, cientistas, opinadores da saúde, aconselham e desaconselham, dando notícias que, não raro, no mesmo dia, são uma e o seu contrário. A situação aumentou exponencialmente com a pandemia. Tenham dó. Não tarda seremos todos hipocondríacos.

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