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Viagens por dentro dos dias

Blog em torno de literatura, arte, viagens, etc.

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11.01.24

Acho muito problemático e até contra-natura, existir um país, uma nação, dentro de outro país. Sobretudo com estilos de vida, religião, etc., diferentes um do outro. É o que acontece com a Palestina (Gaza e Cisjordânia) envolvida por Israel. O povo palestiniano deve ter um país governado por palestinianos fora da área territorial de Israel, embora no Médio Oriente. Talvez o Egito ou a Jordânia pudessem "dispensar" território para que os palestinianos construíssem o seu país, como Israel edificou o seu logo a seguir ao fim da II Guerra Mundial. Sei que é difícil. De outro modo, a guerra voltará a acontecer, como já aconteceu antes. Também é necessário que as nações xiitas do Médio Oriente não queiram expulsar os israelitas do seu território. Uma guerra de cariz religioso parece fora de época.

22.10.23

O Hamas pertence àqueles grupos de fanáticos extremistas que falam pela boca das armas.

So há um modo de dialogar com eles: usando a mesma linguagem.

18.10.23

A esquerda de hoje tem reflexos condicionados: o fraco tem sempre razão contra o forte, o pobre contra o rico, o trabalhador contra o patrão, a mulher contra o homem, o imigrante contra o natural, os LGBT contra os straight, o preto contra o branco, etc. Foi para estas dicotomias que evoluiu o marxismo que, derrotado, ficou fora de moda.

As comunidades islâmicas no Ocidente manifestam-se aos gritos – os seus campeões não são os que detêm os mesmos valores das sociedades que os acolhem. E talvez este berreiro faça perceber que os imigrantes, necessários aliás para o funcionamento das nossas economias sem jovens em número suficiente, não são todos iguais nem todos susceptíveis de integração.

in "Delito de Opinião" (trecho), por José Meireles Graça

O Italiano

Recomendação de leitura

15.09.23

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Para quem gosta de temas em torno da II Guerra Mundial, tem aqui um excelente romance, baseado em acontecimentos reais, cuja ação decorre na zona da baía de Algeciras e Gibraltar, durante os anos de 1942-43. Pelo meio, acontece uma história (verdadeira) de amor, entre uma livreira e um militar italiano. Não conto mais nada. Mas recomendo vivamente a leitura do romance. Arturo Pérez-Reverte foi repórter de guerra do El País durante vinte anos, conheceu os horrores da luta nos Balcãs ocidentais (Sarajevo, etc), tendo, posteriormente, enveredado, com êxito, pela profissão de escritor.

15.04.23

O Presidente do Brasil, Lula da Silva, trouxe para a cena internacional uma sub-reptícia defesa da Rússia de Putin. Como se fosse possível defender um país que invadiu outro, reduzindo a escombros cidades inteiras, atingindo escolas e hospitais, entre outras atrocidades. É este Presidente que vamos receber na Assembleia da República no dia 25 de Abril. 

18.12.22

António_Spínola.jpg

Conta-se uma estória muito curiosa num livro (Nuno Castro, "Heróis do Ultramar", 3.ª ed., Oficina do Livro, Alfragide, 2019) que aborda aspetos e personalidades em destaque na Guerra Colonial Portuguesa, que decorreu entre 1961 e 1974. Na introdução do livro refere-se que o furriel Luís Melo Correia, aprestando-se para vir à Metrópole em gozo de férias, recebe um pedido do General Spínola. Solicitava-lhe o general que no regresso de Lisboa lhe trouxesse as lentes do seu monóculo. Luís Melo Correia cumpriu a ordem (ou o pedido). Mas não conseguiu travar o gesto de experimentar as lentes. Foi com surpresa que concluíu não passarem de vidros sem qualquer graduação. Ou seja, o General Spínola usava-os como adereço da sua imagem de militar e homem público. Seria assim?

Putin

um louco à frente de um arsenal nuclear?

21.09.22

Putin ameaça e depois recua. Entretanto, faz mais uns bombardeamentos, mas vai recuando e retirando os submarinos de Sebastopol com receio de que os ucranianos ataquem a Crimeira, o que já esteve mais longe de acontecer. Volta a ameaçar, querendo ter um poder que vem perdendo desde que iniciou a invasão da Ucrânia. Na Rússia há já movimentos de contestação da putinagem no poder e do seu soberano, bem como em pequenos países que saíram da esfera de Moscovo desde que Gorbatchev iniciou a Perestróica. Dizem que os seus generais se têm vindo a afastar dele. O problema é que o homem não é de confiança. É um produto dos serviços secretos que o educaram no molde da ex-União Soviética. Não se sabe quando pode desvairar de vez e com a ajuda de fidelidades próximas atacar com armas proibidas. A incógnita é o virús desta guerra. Por outro lado, não me parece que os ucranianos parem seja para o que for, sem terem recuperado todo o território que lhes foi usurpado. Não creio, infelizmente, que a paz esteja para breve.

25.08.22

O major-general Carlos Branco, de tendência russófila, não ficou bem naquela "fotografia" da CNN. Perdeu o controlo. Mas o jornalista/moderador também não ficou melhor. Devia ter acabado com a troca de "galhardetes" antes de se chegar ao ponto quente.

A guerra

só serve os fabricantes de armamento

04.08.22

Há gente a brincar com a vida de biliões de pessoas, não se dando conta que um simples erro pode ser fatal para todos ou para uma expressiva maioria. E há algumas pessoas com o dever de desmobilizar aquela gente e nada fazem, limitando-se a um discurso inócuo.

07.06.22

Há a Ucrânia e a invasão da Rússia a esse país soberano, com Donbass ou sem Donbass, que configura uma das maiores destruições de cidades e vilas, bem como a morte de civis e crianças inocentes neste século. Mas há também a guerra da devastada Palestina com Israel; e a guerra na Síria, e o conflito dos Curdos com os Turcos, ou vice-versa; e o conflito dos Iranianos com Israel, ou vice-versa; e o Afeganistão de que agora poucos falam, mas onde a liberdade é uma papoila seca e tóxica; e outras guerras, ou conflitos, maiores ou menores, a que não damos particular atenção, porque não nos afetam diretamente. É claro que tudo isto suscita uma reflexão sobre os impérios que persistem e outros que se enformam. Mas não é aqui o local para essa reflexão. 

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