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05
Jul21

É perigoso brincar com os beijos

por António Garcia Barreto

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Quando Osvaldo Ventura abandonou o seu país, aos dezanove anos, nunca supôs que, quarenta anos depois, o seu passado o chamasse de volta para lhe revelar que a vida verdadeira não foi só a que viveu, mas a que deixou para trás esquecida na vila de onde era natural. Tudo sublinhado por uma frase que não teve oportunidade de ler:

-- É perigoso brincar com os beijos.

Romance. Edição em formato de papel e em ebook. Mais informações em Astrolábio Edições.

 

21
Jun21

A tia de Inglaterra (excerto)

por António Garcia Barreto

Oiça então: desde que eu vi aquela dama que todo o corpo se me encaracolou. Assim à tigre antes de gazelar-se. Eu tinha dezoito Nuno Bragança. Foto, Gérard Castello Lopes.jpganos e pincel para águas-fortes: é pastoreio áspero, reguila. Até então, Mulher era bicho a decifrar e espalhadíssimo, em muitos corpos diferentes. Agora, todo esse panorama se apertava como um telescópio que se encaixa. Não sei se é sempre desse modo em todo o meco. Uma fervura assim, do alto às baixas.

Nuno Bragança, "A Tia de Inglaterra" in Obra Completa, Dom Quixote, Alfragide, 2009

07
Jun21

Regras de escrita

por António Garcia Barreto

«Há três regras para escrever um romance. Infelizmente, ninguém sabe quais são.»


Somerset Maugham, escritor britânico.

15
Mai21

Osvaldo Ventura...

por António Garcia Barreto

... é nome da personagem principal do romance "É Perigoso Brincar com os Beijos", uma edição da Astrolábio Edições.

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Quando Osvaldo Ventura abandonou o seu país, aos dezanove anos, nunca supôs que, quarenta anos depois, o seu passado o chamasse de volta para lhe revelar que a vida verdadeira não foi só a que viveu, mas a que deixou para trás esquecida na vila de onde era natural. Tudo sublinhado por uma frase que não teve oportunidade de ler:

- É perigoso brincar com os beijos.

06
Mai21

É Perigoso Brincar com os Beijos (abertura)

por António Garcia Barreto

Olhei para Conchita estendida no areal, em reduzido biquíni, e não senti sombra de desejo. Não me interroguei sobre as razões desse desencanto, nem lhe conferi qualquer significado. Entre mim e ela todas as descobertas estavam cumpridas, todas as emoções experimentadas, todos os mistérios desvendados. O fogo que lavrara forte à superfície da pele extinguira-se, entrara numa fase de rescaldo. Era natural. Sem amor não é possível amar. De início, fora diferente. Pensar em Conchita excitava-me como nos meus tempos de adolescente. Era uma mulher lindíssima, sensual, com traços de crioula, de olhos que escondiam segredos por revelar, senhora de um corpo a pedir elogios.

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De personalidade forte, percebia-se que estava habituada a lidar com a vida sem subterfúgios nem cenas melodramáticas. O problema é que as mulheres como Conchita cansavam-me, desiludiam-me, pouco depois de conhecê-las. Tinham gostos e interesses aparentemente supérfluos, gastavam demasiado dinheiro em roupas e objetos inúteis, não aprofundavam conversas, não falavam do passado nem perspectivavam o futuro. O presente circunscrevia-se a frases feitas, adereços de moda e divertimento. Viciada em jogo, sapatos e roupa, Conchita fumava bastante e bebia vodkas-martinis a toda a hora. O seu anfitrião preferido era o barman do hotel. Eu olhava para ela e via-a sempre de copo numa mão e cigarro na outra. Gastava muito tempo e dinheiro no cabeleireiro, no ginásio e no spa. Uma vez perguntei-lhe, num momento de distração, o que a levava a fechar-se numa sala a tresandar a suor de marcas diferentes e a correr, como uma louca, numa passadeira; ou a deixar que lhe amassassem o corpo com unguentos e pedras, quando a natureza fora simpática com ela. Respondeu-me que adorava o exercício físico, e a massagem reabilitava-a. Compreendi. Além disso, acrescentou, gastar dinheiro aumentava-lhe o astral. Aqui não compreendi tão bem. Aumentava-lhe o astral? Bom, deixei de lado. O remate da conversa fez-me pensar. Gastar dinheiro fazia-a esquecer a infância infeliz, em que faltara tudo, até o amor. Deve ter sido a única vez que falou verdade comigo. Não a criticava. Ela podia fazer da vida o que bem entendesse, desde que não o fizesse com o meu dinheiro. Disse para comigo: Osvaldo, vamos acabar com isto. Foi bom, mas very expensive. A propósito: Osvaldo Ventura sou eu. Muito prazer.

Astrolábio Edições, Fev. 2021

16
Abr21

Amor e dedinhos de pé

por António Garcia Barreto

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Excelente livro (e capa), cujo enredo decorre em Macau, e que serviu de base ao filme do mesmo nome realizado por Luís Filipe Rocha, com Joaquim de Almeida e Ana Torrent nos principais papéis, entre outros atores. Estreado em Macau em 1992 e em Lisboa no ano seguinte.

14
Abr21

A Malta da Rua dos Plátanos com o DN e o JN

por António Garcia Barreto

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Está a ser distribuído em todo o país, e durante o mês de abril, o romance "A Malta da Rua dos Plátanos", em conjunto com o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias, por apenas + 8 euros. É uma iniciativa destes jornais e do editor Francisco Melo, da Book Cover Editora, do Porto. Comprem o jornal e peçam o livro no quiosque/papelaria.

Sobre o livro, em síntese: A "malta" são as crianças sem infância de uma época quase esquecida, decorrida entre o final da década de 40 e o 25 de Abril. Crianças, depois adolescentes e adultos, que do nada fizeram tudo, lutando e construindo o seu próprio futuro.

11
Abr21

O vendedor de felicidade em prestações suaves

por António Garcia Barreto

Sorriso Eternidade.jpgDesde criança, Tito Borges imagina como teria sido a vida do seu avô materno. Na casa de família onde cresceu, o nome do patriarca da família não era pronunciado, como se de uma maldição se tratasse. Quando atinge a idade adulta, decide investigar quem foi aquele homem, do qual só sabe ter um sorriso encantador, a que se não consegue resistir. Nesta reconstrução do passado, descobre que o avô fora um mestre na arte de burlar os outros, apresentando-se como vendedor de felicidade. Tito Borges entra então, sem se dar conta, num jogo envolvendo perseguições perigosas, revelações inesperadas e um busto misterioso. E as coisas tornam-se mais complexas quando se reconcilia com uma antiga namorada, Rute, que o havia trocado por um dos seus amigos de infância.

(clic na imagem ou siga o link WOOK para ir diretamente para o site)

01
Abr21

A "Malta" com o DN e o JN durante o mês de abril

por António Garcia Barreto

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Entrevista de Maria João Martins no DN de hoje. Referência ao lançamento de A Malta da Rua dos Plátanos em conjunto com os jornais DN e JN a partir do próximo dia 04/04, e durante todo o mês, para comemorar o 25 de Abril e por apenas + 8 euros.

 


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