Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


12
Jun21

RIP António Torrado (1939-2021)

por António Garcia Barreto

ATorrado.jpeg

CAA9A28E-E944-4E80-85C6-F4DE35D1523E_1_201_a.jpeg

Soube hoje de manhãzinha pela televisão, quando me encontrava no Algarve, da morte de António Torrado, aos 81 anos, vítima de doença prolongada. Foi um choque. António Torrado (professor, escritor, poeta, dramaturgo, editor...) teve um papel fundamental na escrita e divulgação da literatura infanto-juvenil, como criador, investigador e compilador e renovador de contos tradicionais portugueses. Foi nessa qualidade de escritor e diretor editorial que o conheci, em 1977, quando ele recebeu, na Plátano Editora, um original meu ("Botão Procura Casa"),

BotaoCasa.jpgpublicando-o de imediato. Publicou-me mais dois outros títulos. Mais tarde deixou a editora para outros voos, mas ainda nos encontrámos em território neutro, na piscina da Praia das Maçãs, onde ele estava com a família. Reencontrámo-nos mais uma ou duas vezes na Feira do Livro, se bem me recordo. Se existo enquanto escritor devo-o a ele. Neste momento de tristeza, endereço à família os meus sentimentos, e presto singela homenagem ao escritor que tanto fez pela literatura infantil portuguesa, escrevendo e divulgando-a. Para além de todas as outras atividades de caráter cultural em que esteve envolvido como criador e dinamizador.

06
Jun21

As ciclovias

por António Garcia Barreto

Assim como as rotundas, as lombas, os passadiços, também as ciclovias se tornarem, sobretudo próximo de eleições autárquicas, a grande aposta dos autarcas. Falando em concreto das ciclovias, o que observo em muitos locais por onde passo e, sobretudo, no concelho onde vivo, é que elas têm crescido a um ritmo impressionante. Curiosamente, é raro ver algum ciclista nessas ciclovias. Mas vejo bastantes nas estradas nacionais, em redor da capital, e sobretudo em zonas onde o ciclismo tem o geral apreço das populações. Ciclismo com bicicletas de estrada, semelhantes às dos corredores profissionais. Esses ciclistas não usam as ciclovias, pois gostam de ir em pelotão e as ciclovias são estreitas e praticamente inexistentes ao longo das estradas nacionais. Assim, constroem-se infraestruturas, gastando o erário público, que não são usadas, ou são muito pouco.

31
Mai21

Assédio não catalogado nos manuais políticos

por António Garcia Barreto

Hoje fala-se muito de assédio, de vários tipos, feitios e formas, mas ninguém fala do assédio levado a cabo pelas operadoras de telecomunicações no sentido de nos vender um produto que não nos interessa por uma ou por outra razão. É um assédio diário, a qualquer hora, repetido, chato, obrigando-nos a atender o telefone quando julgamos que o assunto é outro; ou a desligar ainda antes de saber de que se trata, pois a insistência leva-nos a desconfiar. Sobretudo, quando está próximo o termo de um contrato com uma operadora e outra tenta a sua sorte "atacando" em força. Como é que essa outra operadora sabe que o fim do nosso contrato está próximo é um mistério tuga. Mas como dizia a minha avó, devem ter "espírito santo de orelha". Esse assédio não está catalogado nos manuais políticos. A verdade é que o cidadão não se queixa. Julgo eu. Mas devia.

12
Mai21

Sou Benfica. Parabéns Sporting

por António Garcia Barreto

Desde que nasci que me lembro de ser do Benfica. Mas isto agora não interessa nada. Sou Benfica, Parabéns Sporting. Ao fim de dezanove anos é um triunfo bem merecido. Grande trabalho do técnico Ruben Amorim e, claro, dos jogadores. Ah, curiosamente, não se ouve falar do presidente do clube. Recata-se, não anda nas bocas do mundo. Faz o seu trabalho. Deve ser um bom presidente. Parabéns, também, para quem comanda a máquina sem espalhafato.

07
Mai21

Vacinação

por António Garcia Barreto

Hoje é dia de tomar a 2.ª dose da vacina da Pfizer. Bora lá com isso para ajudar à imunidade de grupo.

28
Abr21

Lamento

por António Garcia Barreto

Declaração de princípio: não tenho nada contra a orientação sexual das pessoas. Hoje em dia, porém, há homossexuais (gays, lésbicas) que fazem da sua orientação sexual uma espécie de estatuto especial, uma bandeira que os pretende colocar acima das outras pessoas, dos heterossexuais, naturalmente. Por outro lado, há marcas comerciais que usam essa identidade sexual para fazer campanha comercial junto desses grupos específicos, o que há partida e sem querer os torna diferentes. Não sei qual o interesse de acentuar essa diferença se somos todos pessoas diferentes. Sabendo que essa orientação sexual se tem vindo a tornar um grupo de pressão, um lobby, lamento que usem a orientação sexual numa marca de produtos para o cabelo, por exemplo, como se o cabelo de lésbicas fosse diferente do das mulheres heterossexuais.

21
Abr21

Justiça portuguesa: Quo Vadis?

por António Garcia Barreto

justiça.jpg

PJ e procuradores andam sempre em bolandas a investigar eventuais crimes de corrupção, branqueamento de dinheiro, falsificação de documentos, etc. Curioso é que depois de todas as tramitações processuais e julgamentos quase nunca se conhece o fim dos processos. Quase nunca se conhece ou se chega ao trânsito em julgado. Ou seja, ao final do processo jurídico resultante dessas investigações.

19
Abr21

IRS complicadex

por António Garcia Barreto

Há doze dias que estou à espera que validem o meu IRS. Coisa complicada... Simplex, complicadex. Ainda vou levar a segunda dose da vacina do Covid-19 antes de receber o guito do IRS.

14
Abr21

Pandemia e esperança

por António Garcia Barreto

Houve um tempo (antes da pandemia) em que as pessoas, com algumas posses e muita curiosidade, passavam parte das suas férias ou da sua reforma viajando pelo mundo, captando com os seus smartphones imagens de monumentos, paisagens, locais, etc. Por vezes, ao tirar uma fotografia o que mais se apanhava era um ramalhete de pessoas também elas a tirar fotografias a um monumento: à Torre de Pisa, por exemplo, ou ao Grande Canal, em Veneza, sei lá. A nossa fotografia espelhava a fotografia dos outros turistas, nisso que é depreciativamente designado como turismo de massas. A pandemia cerceou quase na totalidade essa possibilidade de ser feliz. Ou de dar espaço a que um pouco de felicidade se manifestasse dentro de cada um de nós. Diz-se que a felicidade não tem história. Mas a infelicidade tem. Esta pandemia que nos calhou em azar viver (ou morrer) pode ser vista como um momento, não digo trágico, porque há piores momentos na História do Mundo, mas um momento de infelicidade coletiva atual. Ainda não é do domínio da História, mas é da Sociologia. Não percamos, todavia, a esperança, pois ela é o único sentimento (único mal, diz o mito) que ficou na Caixa de Pandora. Todos os outros males libertaram-se da Caixa e andam pelo mundo a fazer das suas. Como a pandemia atual.

12
Abr21

As cambalhotas do vírus Covid-19

por António Garcia Barreto

Na verdade este vírus Covid-19 é muito estranho. As suas rápidas mutações (África do Sul, Inglaterra, Brasil...) e não se vislumbrar um fim nesta pandemia global, levam-me a pensar se o vírus, que já existia, como outros da gripe, não foi modificado em laboratório. Eu sei que esta possibilidade já foi negada. Mas, de vez em quando, penso nela. Quando a situação parece vir a estar controlada, eis que o vírus retoma a sua força. Uma parte da culpa pode atribuir-se aos cidadãos incautos e despreocupados, sobretudo com os outros, mas apenas isso não me parece justificar as cambalhotas do vírus. Os epidemiologistas falam, mas não tem ideia quanto à evolução da pandemia. Nada se sabe bem ao certo. Para lá das vacinas não se ouve falar em medicamentos que possam vir a curar a doença numa fase inicial. O caso do Chile aqui relatado leva a pensar. E há outros semelhantes. Por maior que seja o nosso otimismo quanto ao futuro, suportado pelo conhecimento de outras epidemias, a situação não deixa de ser preocupante.


Mais sobre mim

foto do autor



Arquivo

  1. 2021
  2. JAN
  3. FEV
  4. MAR
  5. ABR
  6. MAI
  7. JUN
  8. JUL
  9. AGO
  10. SET
  11. OUT
  12. NOV
  13. DEZ
  14. 2020
  15. JAN
  16. FEV
  17. MAR
  18. ABR
  19. MAI
  20. JUN
  21. JUL
  22. AGO
  23. SET
  24. OUT
  25. NOV
  26. DEZ