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Viagens por dentro dos dias

Blog em torno de literatura, arte, viagens, etc.

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Meu Portugal pequenino

Situações que são difíceis de entender

05.02.23

Em Portugal acumulam-se situações difíceis de entender. E esta dificuldade é transversal aos partidos, aos protagonistas quaisquer que eles sejam, às épocas, etc.

* É difícl de entender como é que, no decorrer das últimas décadas, ainda nenhum governo e respetivo responsável da Educação conseguiu resolver a grave situação das colocações dos professores, que geram afastamento das famílias e despesas extraordinárias.

* Não se compreende como, há décadas, se anda a discutir a construção de um novo aeroporto sem se chegar a qualquer conclusão. 

* Não se compreende como o SNS chegou ao ponto a que chegou, a não ser pensando que os governos do costume quiseram fazer um grande jeito à iniciativa privada.

* Não se compreende como a Justiça leva "séculos" para fazer transitar em julgado os grandes processos, como é o caso de José Sócrates.

* Não se compreende como o caso TAP não tem uma solução, andando há anos a experimentarem-se soluções que não vingam.

* Enfim, não se compreende como existindo um governo de maioria absoluta se encontre maior dificuldade em resolver de vez as situações em aberto.

27.01.23

A Jornada Mundial da Juventude (qual juventude?) começa a cheirar mal, muito mal. Está muita gente envolvida, muitos interesses díspares. A Igreja é rica com o dinheiro dos pobres. Vai ser um êxito, dizem os apóstolos. A coisa cheira mal. No final paga o Zé. Enricam os mesmos de sempre.

24.01.23

Vou constatando com apreensão a dificuldade para marcar uma consulta médica, tanto no setor público, como no privado. O que aconteceu ao SNS, uma das grandes conquistas de Abril?  Milhares e milhares de pessoas não tem médico de família no SNS. Uma situação que se arrasta há anos. Os Centros de Saúde levaram uma rasia anos atrás. Tudo para favorecer a iniciativa privada, hospitais e clínicas privadas. As pessoas foram sendo levadas a aderir aos seguros de doença que, neste momento, começam a responder mal às necessidades de uma população envelhecida e a jovens que acorrem também aos serviços privados. Por exemplo, tentei marcar uma consulta de dermatologia no privado e a mais próxima era para Abril. Um exame na área de Imagiologia pode também demorar meses. Etc. Um médico amigo diz-me que não há médicos. Não sei se há ou se não há. Mas sei que os políticos, na última década e meia, conseguiram deixar afundar o SNS. Obrigado a eles por estarem sempre do nosso lado em palavras e longe em ações.

17.01.23

Diz o IPMA na minha app de tempo no telemóvel: "Aviso de evento costeiro extremo até às 06:00, quarta-feira 18 de Janeiro (...) Alertas adicionais: Aviso de evento costeiro intenso. Aviso de vento moderado". De que evento se trata? Chuva, vento, granizo, neve, trovoada, cheias, ondas alterosas?... Bom, um dos avisos é vento moderado. Mas está a chover e as árvores não bulem. O evento costeiro é intenso: será vento, ondas alterosas ou as duas coisas em simultâneo? Não sei se leve um chapéu-de-chuva se um abafo. O melhor é ir à janela, espetar um dedo no ar e concluir a análise de modo empírico. Podiam ser mais precisos. Mas não seriam politicamente corretos.

07.01.23

Sua Excelência está sempre de férias, viajando por todo o lado, dizendo umas coisas que muitas vezes não passam de baboseiras, o rosto disponível para qualquer câmara de TV. É o exemplo levado ao extremo do verdadeiro espírito dos políticos inúteis, que se esgotam em palavreado e améns sem produzir nada de útil. Não tinha necessidade. A culpa é de quem o elegeu, conhecendo já as suas aventuras políticas no reino da facécia. E custa-nos caro. Sua Excelência envergonha-me.

28.12.22

Há uma face visível da política: a que surge diariamente na CS, numa luta irada entre governo e oposição. Depois há uma vivência nos bastidores entre gente que milita no Centrão, que fica para além de todas as divergências políticas. Abraços suspeitos, conversas surdas, realidades sem ética. Às vezes o polvo sai da gruta, solta-se a indignação, rearranja-se a realidade e depois volta tudo ao politicamente correto.

01.12.22

Restaurámos o país dos Espanhóis, em 1640. Mas ainda não conseguimos restaurar o país de nós próprios. A inveja, como o grande emblema social; a Escola e a Saúde que nunca mais entram nos eixos; os políticos que não conseguem uma plataforma mínima para tornar este país governável atendendo aos interesses dos cidadãos, sem que se ande sempre a remendar decisões; a Justiça que tem um tempo tão lento, tão lento, que nem parece a Justiça do nosso tempo; o novo aeroporto que anda há décadas a ser discutido entre gregos e troianos; a Cultura que é o brinquedo de meia dúzia de obstinados; os egos sempre muito inchados em razão de nada ou de muito pouco; as capelinhas, os influencers (que raio de palavra num país com séculos de uma língua própria)... Enfim, ou restauramos o país de nós próprios, ou haverá sempre razão para nos queixarmos perante a indiferença dos poderes públicos. Ah, e restaurem Sua Excelência, porque me sinto envergonhado com o que está em funções.

O foie gras

perdeu a batalha com Carlos III

27.11.22

Uma grande decisão do Rei Carlos III, do Reino Unido, foi a retirada do foie gras da mesa do rei e de seus convidados em todos os palácios e castelos, em cerimónias públicas ou privadas, and so on. Patos e gansos congratulam-se com a decisão de Sua Majestade. Serem obrigados a empaturrar-se para terem os seus fígados transformados em autênticos trambolhos gastronómicos é uma crueldade que nem o paladar supimpa de certas pessoas pode justificar. Esteve bem Sua Majestade. Mas foi uma decisão real ao nível de galinheiro. O Mundo continuará à espera que Sua Majestade, Carlos III, tome futuras decisões reais ainda mais impactantes.

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