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Viagens por dentro dos dias

Blog em torno de literatura, arte, viagens, etc.

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VOOU COMO MATIAS PEREZ

Algo que desaparece, que se perdeu para sempre, sem remédio.

06.02.23

Matias Perez (Peres) foi um marinheiro português que em meados do séc. XIX se radicou em Havana, Cuba, com um negócio de fabricação de panos para velas de navios. O negócio progrediu muito bem, de tal forma que lhe chamavam «O rei dos toldos». Mas a sua paixão era voar, sobretudo depois de conhecer o balonista francês Eugene Godard. Experimentou fazer alguns voos em balão com Godard, a quem chegou a comprar um aparelho. Havia sempre uma multidão a assistir a essas subidas em balão de ar quente. O seu último voo, porém, correu mal. As condições atmosféricas não eram as melhores, mas Matias decidiu voar. Nunca mais foi visto. Nem ele nem quaisquer vestígios dessa viagem fatídica. Em Cuba ainda hoje se usa a expressão «voou como Matias Perez» quando alguém se quer referir a um desaparecimento, ou a algo que se perdeu para sempre, sem remédio.

(do livro a publicar O POVO FAZ A LÍNGUA. Registado no IGAC e na SPA. Interdita a cópia)

O livro, um objeto estranho?

ou reações da vida atual?

03.02.23

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Na era dos telemóveis, das redes sociais e de uma vida que tende para relações virtuais, um livro em formato de papel entra na categoria de um objeto raro, estranho, que suscita interrogações. Alguns poderão pensar que será algo vindo de outro planeta. Há expectativa e receio pelo que se desconhece. Como reagir? Tocar-lhe como se fosse um bicho sarnento? Não. O assunto resolve-se pegando no telemóvel e fotografando o estranho objeto.

(fonte da imagem: baixotu on tumblr)

27.12.22



Para dizer a verdade, estou cansada: não só fisicamente, claro, que a idade já pesa, mas também cansada de tentar fazer alguma coisa pela literatura e cada vez mais encontrar um muro do outro lado, pois o que parece interessar actualmente à maioria das pessoas é um tipo de livro leve e fácil, que não as faça pensar, ou então as séries de ficção, algumas boas, que viciaram muita gente durante a pandemia.


Maria do Rosário Pedreira, editora, poeta, no seu blog "Horas Extraordinárias".

04.12.22

Se tiverem gosto em rever fotografias antigas de Lisboa, há um site fora do universo Sapo, que pode concitar o vosso interesse. Lisboa de Antigamente merece o vosso olhar, mais que não seja para reinventar o passado da cidade através dessas fotografias, algumas delas da autoria de grandes fotógrafos da época, como Benoliel, ou Novais, do Estúdio Novais. Boa viagem.

29.09.22

1507-1.jpg

O escritor António Mega Ferreira ganhou o Grande Prémio de Literatura de Viagens Maria Ondina Braga, patrocinado pela APE, com o seu livro Crónicas Italianas, publicado em 2021 com a chancela da Sextante Editora, onde publicou também as obras a seguir referidas. Viajante cultural, profundo conhecedor da vida e da história da cultura italiana, este livro junta-se a outras obras (Roma, exercícios de reconhecimento, 2010; e Itália, Práticas de Viagem, 2017) em que o autor explora a relação da arte e da arquitetura italiana, ao longo dos séculos, com os seus artistas e com as cidades italianas, seja Roma Florença, Bolonha, etc. Uma leitura a não perder.

NERVO

colectivo de poesia

28.09.22

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A revista NERVO colectivo de poesia vai no seu número 15 (NERVO/15). É muito interessante verificar que esta revista, que publica três números por ano, está a atingir os cinco anos de existência. Não é um produto de Lisboa ou do Porto, como podíamos imaginar, mas do Entroncamento, o que poderia configurá-la como um fenómeno da dita cidade. Não é fenómeno. É trabalho. O que a mantém viva e atuante é a constante procura de dar voz a novos poetas, sem esquecer outros mais conhecidos. Além disso, incluiu sempre alguns poetas estrangeiros, apresentando o poema na língua original e a sua tradução. É de salientar, também, o seu aspeto gráfico. Tudo isto se deve à sua editora, Maria F. Roldão, também ela poeta. E mais do que isso, divulgadora de poesia. Se tiverem interesse podem ver as novidades e conhecer melhor a revista na sua página no Facebook. Vale mesmo a pena. 

24.08.22

"Livros que pertenceram a reis, atravessaram um oceano ou sobreviveram ao terramoto de Lisboa. Muito tem para contar esta Real Biblioteca fundada em 1756 e que era reconhecida e elogiada na Europa. São três quilómetros de prateleiras cheias de tesouros." (in RTP Ensina). A Biblioteca começou a ser erguida no ano seguinte ao do grande terramoto de Lisboa, próximo à Real Barraca onde vivia D. José I, após o terramoto.

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"Os Lusíadas" de Luis de Camões

1.ª edição em 12 de Março de 1572

11.08.22

Capa da 1.ª edição de "Os Lusíadas" de Luis de Camões foi publicada em 12 de Março de 1572. A obra é composta por X Cantos e 1120 estrofes. O tema é a descoberta do Caminho Marítimo para a Índia, apresentando o povo português como o herói da narrativa. O rei D. Sebastião mandou publicar em alvará régio a concessão da licença a Luis de Camões para mandar imprimir a obra na cidade de Lisboa. Frei Bartolomeu Ferreira, censor do Santo Ofício, não se opôs à publicação, embora tenha feito alguns reparos.

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10.08.22

Biblioteca da Cruz Vermelha, em Lisboa. Fica situada no Palácio da Rocha do Conde d'Óbidos. É uma belíssima, embora um pouco desconhecida biblioteca, junto ao Museu Nacional de Arte Antiga, que também serve de morada à sede da Cruz Vermelha Portuguesa. Possui um acervo de 16 mil títulos, que vão desde monografias a publicações periódicas portuguesas e estrangeiras. De destacar as pinturas do teto, estantes e balaustrada em madeira e o lustre de cristal da Fábrica da Marinha Grande.

Biblioteca-da-Cruz-Vermelha-Foto-por-VisitLisboa.j

 

Biblioteca Nacional de Portugal

Uma fonte de Cultura

09.08.22

Sala de Leitura Geral da Biblioteca Nacional de Portugal. O edifício foi projetado pelo arquiteto Porfírio Pardal Monteiro e terminado pelo seu sobrinho arquiteto António Pardal Monteiro. Os interiores são da responsabilidade do arquiteto, pintor e designer Daciano da Costa e de Raul Lino. Ao fundo a grande Tapeçaria de Portalegre da autoria de Guilherme Camarinha que alude ao génio nacional. A estatuária existente no interior e exterior do edifício são da responsabilidade dos escultores Lino António, Martins Correia e Leopoldo de Almeida.

BiblioNacionaPortug-ConVida2015-0101.jpg

 

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