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DONA REDONDA E A SUA GENTE

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Dona Redonda é a personagem das novelas juvenis de Virgínia de Castro e Almeida, intituladas "História de Dona Redonda e Sua Gente" e "Aventuras de Dona Redonda", ambas publicadas em 1.ª edição no ano de 1943, pela Clássica Editora (se a memória não me falha). Dona Redonda divide a primazia de ser personagem central destas obras juntamente com Dona Maluka, e as crianças  Chico (português), Dick (inglês), Franz (alemão) e Zipriti (menina mulata). A escolha destas personagens não foi naturalmente feita ao acaso. Estava-se em plena II Guerra Mundial e a nacionalidade das crianças alemã e inglesa, que se tornam amigas, tem um significado. E, claro, Chico, o menino português anfitrião que vai justificar as referências à nossa História, onde há lugar para Zipriti, a menina africana. A ideia da autora quanto a estes livros era que fossem "um ensaio de humour ao alcance das crianças latinas". Gostaria ainda a autora que estas obras - a primeira, sobretudo, dado que foi para ela que escreveu o prefácio - influenciassem o leitor português, tal como "Alice no País das Maravilhas", de Carroll, influenciou aqueles que leram a obra, na sua época. O encontro das personagens dá-se num extenso pinhal, primeiro os rapazes, depois estes e a Zipriti e, por fim, conhecendo Dona Redonda e Dona Maluka. Daqui às aventuras entre todos é um passo. Algumas destas aventuras são repassadas de História de Portugal, outras de pura imaginação, aqui e ali com uma piscadela de olho a Salazar e às maravilhas do Estado Novo. As novelas estão escritas com desenvoltura, numa linguagem que agarra o pequeno leitor, socorrendo-se de abundantes diálogos.

António Garcia Barreto in "Dicionário de Literatura Infantil Portuguesa", Campo das Letras, Porto, 2002

29
Mar21

Magali

por António Garcia Barreto

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Romances de enredo romântico que as nossas mães apreciavam. Estes dois ofereci-os a minha mãe no Natal de 1963. Magali (pseudónimo de alguém cujo nome verdadeiro desconheço) escreveu dezenas de livros editados em Portugal pela Romano Torres com tradução de Leyguarda Ferreira (a tradutora de serviço desta casa editora). Era a chamada coleção azul. No mesmo estilo de livros, mas com melhor aspeto e, provavelmente, melhor conteúdo, havia ainda as designadas coleção Branca e coleção Amarela, publicadas pela Editorial Minerva (adenda).


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