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12
Abr21

O desespero de Marques Mendes na TV

por António Garcia Barreto

Ao comentar na SIC a atuação do juiz Ivo Rosa em relação a José Sócrates, Marques Mendes dá a imagem de desespero desta direita que vem dos tempos de Cavaco Silva sempre a perder,  mesmo quando julgou ganhar com a governação desastrosa de Pedro Passos Coelho. Hoje, o PSD é um quase nada político, restando-lhe homens como Marques Mendes para disparar em todas as direções, menos, neste caso, na dos procuradores que montaram uma peça de acusação jurídica sem apresentarem as necessárias provas para que o juíz pudesse decidir em consciência. O que o juiz Ivo Rosa fez saber foi que não podia pronunciar uma sentença sobre situações que prescreveram e/ou não apresentavam provas suficientes. Sem provas não pode haver condenação. Se as provas não são claras, se há dúvidas, a sentença deve ter em conta a presunção de inocência do réu: In dubio pro reo. Pode José Sócrates ser corrupto ou ter sido corrompido, pode ser até um manipulador da verdade, mas a isso a Justiça tem de responder apresentando provas irrefutáveis dos  crimes de que é acusado. De outro modo, a Justiça é um "Deus me valha". Marques Mendes ia melhor se tivesse mais serenidade, fizesse menos teatro, e não desse uma ideia de desespero com conotação partidária.


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