21.12.22
Conta-se (Visita Guiada, RTP2) a história da imagem do Menino Deus roubado da Igreja com o mesmo nome naqueles anos conturbados a seguir à implantação da República. As irmãs de S. José de Cluny, que por volta de 1945 vão ocupar o edifício que é hoje o Centro Social do Menino Deus, sentem-se desiludidas por não terem no altar a imagem que dá nome à igreja. Ao lado, uma vez por semana, erguia-se a tradicional Feira da Ladra. Sabendo que na Feira se transacionavam peças de arte antiga, algumas irmãs decidem percorrer a feira várias vezes, em dias diferentes, tentando saber se alguns dos feirantes se lembrava da peça de arte sacra que procuravam. Ao cabo de muito porfiar alguém lhes disse que a peça tinha sido adquirida por um advogado de Évora, décadas atrás. As irmãs-detetives deslocaram-se então a Évora tentando saber onde morava o tal advogado. Conseguindo encontrá-lo, falaram-lhe na situação e de quanto gostariam de ver a imagem no lugar que lhe pertencia, o altar da Igreja do Menino Deus. O advogado foi sensível à questão e acabou por devolver a imagem ao seu lugar de origem, dizendo que o Menino Deus fizera a sua família feliz durante tantos anos, que seria agora altura dessa benção passar para a Igreja do Menino Deus para felicidade das irmãs de S. José de Cluny, em serviço no Centro Social anexo.