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18
Jul21

Tática furada

por António Garcia Barreto

Penso que o governo, com as eleições à porta, resguarda-se de intervir nas situações graves da nossa vida social. Talvez o tiro lhe saia pela culatra em Setembro.

17
Jul21

O poeta

por António Garcia Barreto

À memória de Sebastião Alba

 


Guardava nos bolsos

além de cotão

muitos sonhos roubados

à imaginação

Fora marinheiro, vagabundo

aventureiro

trotara por muitas partes do

mundo

Chamavam-lhe poeta

quando o viam passar de

bicicleta a caminho

da sua oficina de sonhos

Entrava na taberna

era um bom freguês

dizia um poema

cobrava um copo de três

Guardava nos bolsos

além de cotão

muitos sonhos roubados

à imaginação

© António Garcia Barreto

Tags:

17
Jul21

O poeta

por António Garcia Barreto

Guardava nos bolsos

além de cotão

muitos sonhos roubados

à imaginação

 

Fora marinheiro, vagabundo

aventureiro

trotara por muitas partes do

mundo

 

Chamavam-lhe poeta

quando o viam passar de

bicicleta a caminho

da sua oficina de sonhos

 

Entrava na taberna

era um bom freguês

dizia um poema

cobrava um copo de três

 

Guardava nos bolsos

além de cotão

muitos sonhos roubados

à imaginação

 

© António Garcia Barreto

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15
Jul21

O rio

por António Garcia Barreto

Defronte da minha loggia corre um rio estreio e sinuoso sob a ponte dos namorados, cantarolando nas pedras do caminho, fresco como as nuvens no céu. Nas margens, o verde dos arbustos saúda-o nessa viagem rumo a um rio maior. A natureza tem várias cores e mistérios e o meu coração, perante ela, é um caçador que dispara sorrisos de ternura.

14
Jul21

Lixo cultural

por António Garcia Barreto

Percorre-se o catálogo de algumas editoras e aquilo que se vê é apenas lixo cultural. Não são editoras, são lixeiras culturais. Com essas edições ajudam a aumentar o nível de iliteracia do povo, enquanto essas editoras crescem. Publica-se "tudo e mais alguma coisa". Juntando isto a um ensino que há anos é norteado sobretudo por interesses políticos temos o resultado visível todos os dias nos comentários dos jornais online (e nos próprios jornais), nas legendas que sublinham as notícias dos canais de televisão, para não falar de blogues e redes sociais. Vamos por bom caminho.

13
Jul21

Novelas juvenis

por António Garcia Barreto

Edição do Grupo Narrativa. Livros em formato de papel ou em ebook.

13
Jul21

Morrer de luz

por António Garcia Barreto

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05
Jul21

É perigoso brincar com os beijos

por António Garcia Barreto

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Quando Osvaldo Ventura abandonou o seu país, aos dezanove anos, nunca supôs que, quarenta anos depois, o seu passado o chamasse de volta para lhe revelar que a vida verdadeira não foi só a que viveu, mas a que deixou para trás esquecida na vila de onde era natural. Tudo sublinhado por uma frase que não teve oportunidade de ler:

-- É perigoso brincar com os beijos.

Romance. Edição em formato de papel e em ebook. Mais informações em Astrolábio Edições.

 

01
Jul21

Ministro Cabrita voava ou não voava?

por António Garcia Barreto

Não se percebe por que razão o ministro Cabrita não fala sobre o acidente com o seu carro de que saiu vítima um trabalhador da via, esclarecendo o que ocorreu. Assim a dúvida cresce. E a dúvida é má conselheira. Ao contrário, o silêncio é de oiro. O primeiro-ministro também não se pronuncia. O mais caricato, e perturbador, foi o Presidente da República, frente às câmaras de TV, ter dado oportunidade ao ministro para esclarecer a situação perante os jornalistas e o ministro não ter aproveitado a deixa. Isto aumenta a dúvida sobre o que realmente aconteceu. Até porque se estamos à espera que as autoridades venham esclarecer a situação cabalmente, o que cita o Jornal Económico faz aumentar o fosso de desconfianças:

Os elementos da Guarda Nacional Republicana (GNR) encarregues de investigar o atropelamento mortal que envolveu o carro oficial do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, foram impedidos de realizar perícias ao BMW onde seguia o ministro, informa o jornal “Correio da Manhã” esta quinta-feira, 1 de julho.

 

28
Jun21

Um povo que sonha rente à relva

por António Garcia Barreto

Voltámos a não prestar para nada, agora que a Seleção Nacional de Futebol foi chutada de regresso para casa. Fernando Santos diz que tem os "os jogadores a chorar no balneário". Isto comove. Também o governo e António Costa parece que já não prestam para nada, agora que se aproximam eleições e é preciso carregar nas desgraças. Na verdade, Portugal nunca esteve bem. Às vezes, parece que sim; mas logo a seguir parece que não. Rui Rio esgrime o mais que pode com as desgraças alheias à procura de ser feliz, mas não vai chegar lá. Não tem estatura para primeiro-ministro e não se conhece bem quem o acompanha. O senhor Presidente continua a sua presidência aberta, sempre a tentar elevar a nossa autoestima sem o conseguir. O senhor Presidente da Assembleia da República continua a ser do Sporting, mas deixou de pedir para irmos todos, em força, a Sevilha apoiar a Seleção. Afinal, não valia a pena. Enfim, voltámos ao que sempre fomos: um povo que sonha rente à relva. Valha-nos o vice-almirante, o único que ainda não perdeu o norte (nem o sul) e continua no seu posto.


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