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Viagens por dentro dos dias

Blog sobre tudo e sobre nada. Em particular, em torno de literatura, arte, viagens.

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27.09.25

Romance à venda na Mesa 42 da Shantarin Editora

Festa do Livro de Belém. Jardins da Presidência da República até 28/09/25

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SINOPSE: Quando Diogo Kruz encontrou o corpo de uma mulher a despedir-se da vida junto às arribas de uma praia, não imaginava que ela teria ainda uma longa história para contar. Essa imagem acompanhou-o durante algum tempo. "Quem era aquela mulher desconhecida que, ao mesmo tempo, lhe interrogou a memória?" Os amigos souberam do caso e interessaram-se pela sua evolução, prolongando, sem querer, uma imagem difícil. Os jornais não fizeram qualquer referência à situação, como se o inesperado drama que Diogo presenciou fosse um facto banal. Era estranho. Ou talvez não. Entretanto, o seu trabalho libertou-o daquela imagem chocante, mas não a apagou da memória. Tempos depois, ao arrepio do que seria normal, foi precisamente um jornal que lhe trouxe de volta a situação por si vivida, mas com uma informação útil e agradável. "Quem era aquela mulher, perguntou-se de novo, que parecia confundir-se com as suas ténues memórias de um passado já longínquo?" Como é que uma situação dolorosa, a que era alheio, se transformou num acto de felicidade? A vida pode surpreender-nos quando menos esperamos, embora a felicidade nunca seja completa.


19.09.25

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Às vezes penso com os meus botões porque razão fui levado, há muitos anos, pelo desejo de ser escritor. Sobretudo num país que despreza a cultura e que à educação e à instrução pública não concede primazia. As palavras dos políticos não interessam. Escrever em modo profissional é cansativo, ocupa mais horas que um horário normal. O escritor, eu, escrevo durante o dia, mas também me levanto de noite acordado por uma ideia para um romance ou novela que esteja a escrever, para tomar nota dessa ideia que me acordou. Faço parte da APE desde 1977/78 e também da SPA desde data idêntica. Enquanto quadro de empresas, para lá desse trabalho, mantive a atividade literária roubando tempo aos fins-de-semana e até às férias. Mesmo durante a guerra em África, enquanto militar, escrevi. E isto não sucede apenas comigo. Posso dizer, sem errar muito, que se passa e passou com outros escritores. Lembro-me de José Régio, David Mourão-Ferreira, Vergílio Ferreira, Fernando Namora e tantos outros. A pergunta que faço a mim mesmo é: será que valeu, vale a pena?

António Garcia Barreto

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