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Viagens por dentro dos dias

Blog sobre tudo e sobre nada. Em particular, em torno de literatura, arte, viagens.

Blog sobre tudo e sobre nada. Em particular, em torno de literatura, arte, viagens.


18.12.22

Tenho medo de envelhecer. Tenho medo de casar. Poupe-me de cozinhar três refeições por dia, poupe-me da prisão implacável da rotina. Eu quero ser livre. Eu quero, eu acho, ser omnisciente.

Sylvia Plath, escritora, in Letters Home


14.12.22

Agora que a nossa seleção de futebol regressou a casa, dois comentários: Portugal deve muito ao selecionador Fernando Santos, o sinhor inginheiro, pois foi ele que nos levou várias vezes ao mais alto nível do futebol mundial, e a ele devemos também o facto de sermos Campeões da Europa de Futebol. Fernando Santos nunca foi selecionador de arriscar muito. Mas foi atingindo lugares cimeiros no ranking do futebol mundial. Parece-me, no entanto, que chegou a hora de arriscarmos mais. Talvez seja a hora de chamar o special one, José Mourinho. Ele arrisca, ganhou e ganha muitos títulos, e também perde, claro. Mas é preciso jogar para ganhar, assumindo o risco de perder. Jogar para o empate e depois logo se vê, não.

O outro comentário é para Cristiano Ronaldo, o CR7. É um dos maiores jogadores de futebol do mundo, talvez o maior (embora eu prefira Messi) tendo feito com que o nome de Portugal corresse mundo, na última década e meia, coisa que mais ninguém conseguiu fazer de forma tão entusiasmante. Seremos cruéis se esquecermos esse facto. Agora não está a reagir bem à sua andropausa futebolística, mas certamente ultrapassará esses momentos difíceis.

Parabéns a Fernando Santos e a Cristiano Ronaldo (e a todos os outros jogadores da seleção, claro). Chegou a hora de pensarmos no futuro com mais garra e menos achaques pessoais, que desestabilizam o grupo.


07.12.22

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Francisco ia dar uma dentada numa maçã quando reparou numa lagarta a tentar sair por um buraquinho. Ficou sem ação. A lagarta abriu um sorriso e disse:

— Desculpa. Deixa-me sair antes, sim?

(agb)


04.12.22

Se tiverem gosto em rever fotografias antigas de Lisboa, há um site fora do universo Sapo, que pode concitar o vosso interesse. Lisboa de Antigamente merece o vosso olhar, mais que não seja para reinventar o passado da cidade através dessas fotografias, algumas delas da autoria de grandes fotógrafos da época, como Benoliel, ou Novais, do Estúdio Novais. Boa viagem.


03.12.22

Uma das coisas que me confrange mais na sociedade atual é a existência de pessoas a viver em isolamento completo. Uma pessoa a residir só numa aldeia, num lugarejo qualquer, sem outro ser humano com quem trocar uma palavra, nem que seja a saudação diária, é muito confrangedor. Sobretudo, porque são pessoas entradas nos anos, que não escolheram aquele modo de vida. Aconteceu-lhes por via de uma sociedade que fugiu para os grandes centros habitacionais à procura de emprego, de uma vida melhor. Podem dizer-me que há pessoas que vivem em lares, mas que se sentem a viver em solidão mesmo que rodeadas por outras pessoas. Não é a mesma coisa. Não me perguntem como isto se resolve. Mas sei que há pessoas cuja profissão entronca na resolução de problemas idênticos; e sei que o Estado, por intermédio das suas estruturas sociais devia intervir nestas situações. Parece-me que a GNR faz qualquer coisa nesse sentido, o que é de louvar. Mas não chega. E não se trata, a meu ver, de retirar as pessoas, do lugar onde se encontram, onde nasceram e querem morrer, mas de acompanhá-los diariamente por esse interior desertificado. Talvez fosse possível uma ação conjunta, diária, entre as autarquias e a segurança social, nas zonas onde esses problemas são mais agudos. Claro, é preciso dinheiro e boa vontade.


01.12.22

- Éramos todos bons rapazes, mas uns piores do que os outros - confessou o Padre Angústias, num dia em que se deu a rememorar o seu passado no seminário. - O pior de todos chegou a bispo. E se não fosse um jantar demasiado pesado, a seguir ao qual se tomou de amores por uma prima virgem, do lado do zodíaco, teria conseguido o barrete cardinalício.

(agb)


01.12.22

Restaurámos o país dos Espanhóis, em 1640. Mas ainda não conseguimos restaurar o país de nós próprios. A inveja, como o grande emblema social; a Escola e a Saúde que nunca mais entram nos eixos; os políticos que não conseguem uma plataforma mínima para tornar este país governável atendendo aos interesses dos cidadãos, sem que se ande sempre a remendar decisões; a Justiça que tem um tempo tão lento, tão lento, que nem parece a Justiça do nosso tempo; o novo aeroporto que anda há décadas a ser discutido entre gregos e troianos; a Cultura que é o brinquedo de meia dúzia de obstinados; os egos sempre muito inchados em razão de nada ou de muito pouco; as capelinhas, os influencers (que raio de palavra num país com séculos de uma língua própria)... Enfim, ou restauramos o país de nós próprios, ou haverá sempre razão para nos queixarmos perante a indiferença dos poderes públicos. Ah, e restaurem Sua Excelência, porque me sinto envergonhado com o que está em funções.

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