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Viagens por dentro dos dias

Blog em torno de literatura, arte, viagens, etc.

Blog em torno de literatura, arte, viagens, etc.

28.12.22

Há uma face visível da política: a que surge diariamente na CS, numa luta irada entre governo e oposição. Depois há uma vivência nos bastidores entre gente que milita no Centrão, que fica para além de todas as divergências políticas. Abraços suspeitos, conversas surdas, realidades sem ética. Às vezes o polvo sai da gruta, solta-se a indignação, rearranja-se a realidade e depois volta tudo ao politicamente correto.

27.12.22



Para dizer a verdade, estou cansada: não só fisicamente, claro, que a idade já pesa, mas também cansada de tentar fazer alguma coisa pela literatura e cada vez mais encontrar um muro do outro lado, pois o que parece interessar actualmente à maioria das pessoas é um tipo de livro leve e fácil, que não as faça pensar, ou então as séries de ficção, algumas boas, que viciaram muita gente durante a pandemia.


Maria do Rosário Pedreira, editora, poeta, no seu blog "Horas Extraordinárias".

27.12.22

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"Quando o amor não muda o mundo, o mundo muda o amor. Estava finalmente decidido a não dar mais nenhuma oportunidade a Malvina para chantagear os meus sentimentos por ela. Dediquei-me em exclusivo ao trabalho."

António Garcia Barreto in Querubim, o Filho da Puta., Guerra e Paz Editora

25.12.22

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Lembre-se sempre que quando um homem sai do quarto, ele deixa tudo para trás... Quando uma mulher sai, ela carrega consigo tudo o que aconteceu no quarto.

Alice Munro, escritora canadiana, Prémio Nobel da Literatura 2013

23.12.22

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Um amor que se alimenta de sexo, silêncios e mistérios: um thriller empolgante

João dos Passos conhece uma mulher jovem, elegante, que se aproxima dele numa esplanada em Annecy. Malvina diz ser hospedeira de bordo, o que uma omnipresente mala preta comprova. João vai para Londres. A troco de quê? De silêncios, segredos, mistérios.

https://www.wook.pt/.../querubim-o-filho-da-puta.../27757593

 

23.12.22

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Casa-estúdio, na Golegã, onde viveu o grande proprietário agrícola e fotógrafo Carlos Relvas (1838-1894), pai de José Relvas, figura destacada da implantação da República. Em baixo, auto-retrato do fotógrafo Carlos Relvas.

21.12.22

Conta-se (Visita Guiada, RTP2) a história da imagem do Menino Deus roubado da Igreja com o mesmo nome naqueles anos conturbados a seguir à implantação da República. As irmãs de S. José de Cluny, que por volta de 1945 vão ocupar o edifício que é hoje o Centro Social do Menino Deus, sentem-se desiludidas por não terem no altar a imagem que dá nome à igreja. Ao lado, uma vez por semana, erguia-se a tradicional Feira da Ladra. Sabendo que na Feira se transacionavam peças de arte antiga, algumas irmãs decidem percorrer a feira várias vezes, em dias diferentes, tentando saber se alguns dos feirantes se lembrava da peça de arte sacra que procuravam. Ao cabo de muito porfiar alguém lhes disse que a peça tinha sido adquirida por um advogado de Évora, décadas atrás. As irmãs-detetives deslocaram-se então a Évora tentando saber onde morava o tal advogado. Conseguindo encontrá-lo, falaram-lhe na situação e de quanto gostariam de ver a imagem no lugar que lhe pertencia, o altar da Igreja do Menino Deus. O advogado foi sensível à questão e acabou por devolver a imagem ao seu lugar de origem, dizendo que o Menino Deus fizera a sua família feliz durante tantos anos, que seria agora altura dessa benção passar para a Igreja do Menino Deus para felicidade das irmãs de S. José de Cluny, em serviço no Centro Social anexo.

18.12.22

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Conta-se uma estória muito curiosa num livro (Nuno Castro, "Heróis do Ultramar", 3.ª ed., Oficina do Livro, Alfragide, 2019) que aborda aspetos e personalidades em destaque na Guerra Colonial Portuguesa, que decorreu entre 1961 e 1974. Na introdução do livro refere-se que o furriel Luís Melo Correia, aprestando-se para vir à Metrópole em gozo de férias, recebe um pedido do General Spínola. Solicitava-lhe o general que no regresso de Lisboa lhe trouxesse as lentes do seu monóculo. Luís Melo Correia cumpriu a ordem (ou o pedido). Mas não conseguiu travar o gesto de experimentar as lentes. Foi com surpresa que concluíu não passarem de vidros sem qualquer graduação. Ou seja, o General Spínola usava-os como adereço da sua imagem de militar e homem público. Seria assim?

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