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Viagens por dentro dos dias

Blog em torno de literatura, arte, viagens, etc.

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30.04.22

Vou aonde me leve o vento

Ou o trinado de um pássaro

Ou a tua voz me chame

sob a luz do sol primaveril

a melancolia de um fim de tarde

uma noite de lua cheia

ou até escutar a chuva a cair

enquanto crepita a lenha na lareira 

Vou sempre aonde tu estiveres

com a luz de um sorriso a

receber-me, os braços abertos 

e o recorte de um beijo nos lábios

© António Garcia Barreto in "Escrever na água, desenhar no céu", poemas, no prelo

Putin

Injustificável e imperdoável.

29.04.22

O que dizer do nível humano de Putin e dos seus generais, para lá do que já conhecemos relativamente à Ucrânia, que bombardeiam Kiev na altura em que o secretário-geral da ONU está na cidade, depois de ter estado em Moscovo, para tentar conseguir a abertura de corredores humanitários? Um acto ignóbil, selvagem, sem o mínino respeito por uma ação diplomática.

25.04.22

Salgueiro Maia.jpg

O dia de hoje, 25 de Abril, dedico-o ao homem que tornou possível trilharmos um caminho novo, o tenente-coronel Salgueiro Maia, à época capitão. Tornou-a possível juntamente com outros camaradas de armas, claro. Foi talvez o militar de Abril mais injustiçado pelos políticos, da direita à esquerda, porque nunca se dispôs a servir interesses alheios nem se serviu da posição que obteve ao comandar a coluna vitoriosa que saíu de Santarém rumo a Lisboa, para voos laterais à sua carreira militar. 

Era ele alferes quando eu fiz a recruta em Santarém, tendo sido o meu instrutor na condução de lanchas Zebro, no rio Tejo. De rosto fechado, era ainda muito jovem, mas já teria feito uma campanha em África. O mesmo rosto quase impenetrável que voltei a ver no dia da nossa Liberdade. O meu respeito à coragem e à dignidade de um homem.

23.04.22

Todos dizem querer ajudar a Ucrânia e ajudam. Mas como é que se enfrenta Golias com David a passar dificuldades, sem meios de resistir, sem armas do mesmo calibre que as usadas por Golias? Parece uma guerra com um vencedor anunciado e os outros países a comprometerem-se, mas a assobiar para o lado, como a Alemanha. Só Macron parece estar a compreender o desenrolar desta guerra. Medicamentos, roupa, comida, armamento ligeiro, munições, etc., também são precisos, mas se no etc. não entrarem armas capazes de competir com as de Golias, David não irá longe nos seus esforços de defender o seu país invadido.

22.04.22

mw-860.jpeg

Não há guerras boas. Todas são más. Eu voto na Paz. Mas há guerras que temos de fazer. A Rússia não tinha de fazer esta guerra. Mas a Ucrânia tem de a fazer, sob pena de ficar completamente cilindrada e perder o respeito por si própria. E outras houve, idênticas. (imagem © Expresso, com a devida vénia)

21.04.22

Sou absolutamente contra a invasão da Ucrânia pela Rússia e contra o comportamento político-militar deste país, que se não é genocídio, não anda longe disso. Ponto final. A Ucrânia, um país independente há cerca de trinta anos, nunca foi muito visível para o Ocidente, a não ser por algumas lutas internas ao nível do poder político. Não creio que esteja muito preparada, enquanto democracia, para integrar a UE. Mas não estará menos que outros países que pertenceram à esfera de Leste e que estão hoje na UE, seja, por exemplo, o caso da Hungria. Penso que o crescente interesse da UE em que a Ucrânia venha a fazer parte da União, tem muito mais a ver com interesses económicos futuros do que com a situação atual de guerra. Julgo que haverá até quem esteja a ver esta guerra com bons olhos. Uma guerra pode favorecer bastante as economias de certos países. Pelo lado da Rússia é preciso não esquecer que a Rússia atual nasceu séculos atrás na zona de Kiev, tendo origem num povo eslavo - os Rus. Há ainda uma espinha atravessada na garganta dos russos: a existência da NATO após a dissolução do Pacto de Varsóvia. E é aí que a intervenção atual da Rússia na Ucrânia nos pode levar a pensar, em contraponto, se não tem razão de ser essa existência da NATO para os países ocidentais. Os próximos tempos permitirão esclarecer algumas dúvidas atuais.

Sonhar com o passado

A vida não para

16.04.22

Há ainda quem viva a sonhar com o Estado Novo e alguns com realidades anteriores. Outros continuam a viver o PREC do 25 de Abril, 50 anos depois. Ou o volta-face para a democracia representativa levado a cabo em 25 de Novembro de 1975. Não se trata de esquecer, mas de evoluir. Atualizem-se. A vida não para.

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