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18
Abr21

Jack Kerouac

por António Garcia Barreto

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Escritor americano autor do celebrado romance "Pela Estrada Fora", traduzido em Portugal pela editora Relógio D'Água.

"A minha culpa, o meu fracasso, não está nas paixões que tenho, mas na minha falta de controle sobre elas."

Jack Kerouac.

 

17
Abr21

Dobras de leitura

por António Garcia Barreto

Acontece muitas vezes andar a ler vários livros ao mesmo tempo. Não é nada do outro mundo É uma hábito que se adquire facilmente nas faculdades de letras. Nesse tempo muitos livros serviam apenas para consulta de alguns capítulos, passagens, prefácios, etc. Raramente se lia um livro inteiro num curso de História. Não se tratava de ficção, embora, por vezes, também lêssemos ficção para suportar algum trabalho. Lembro-me, por exemplo de algumas narrativas que li de fio a pavio, como se diz, para a cadeira de Sidonismo, no 5.º ano da licenciatura, dadas as referências aos acontecimentos desse ano de 1918.
Vem isto a propósito de, neste momento, distribuir a minha atenção literária por três obras: «O Cânone Ocidental», de Harold Bloom; «A Saga de Gösta Berling», de Selma Lagerlöf; e «Operação Shylock», de Philip Roth. Bloom é para ir relendo. Selma é para ler com calma de forma a absorver aquele «mundo de sonho e fantasia com raízes nas antigas sagas e lendas» da Suécia. Roth é para ler sempre a abrir. É vida mais próxima, contemporânea, em que realidade e ficção se aliam, e que só o talento de um escritor superlativo nos pode proporcionar.

16
Abr21

Escovilhões

por António Garcia Barreto

Escovilhões para limpar a alma do mundo e deixá-la brilhante e sorridente.

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16
Abr21

Amor e dedinhos de pé

por António Garcia Barreto

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Excelente livro (e capa), cujo enredo decorre em Macau, e que serviu de base ao filme do mesmo nome realizado por Luís Filipe Rocha, com Joaquim de Almeida e Ana Torrent nos principais papéis, entre outros atores. Estreado em Macau em 1992 e em Lisboa no ano seguinte.

15
Abr21

Leitura e capas de livros

por António Garcia Barreto

Durante o salazarismo, apesar do índice muito elevado de analfabetismo, as pessoas liam bastante. Publicavam-se algumas edições de bolso a preços mais acessíveis. Quem gostava de ler e não tinha posses para comprar livros socorria-se das bibliotecas públicas ou das bibliotecas itinerantes da Fundação Gulbenkian. Havia a ideia de que os livros traziam conhecimento, mesmo depois do aparecimento da televisão, quando se dizia que esta mataria a rádio e a leitura. Hoje existe muita gente com formação superior, mas é assinalável o analfabetismo funcional: dificuldades na leitura e na interpretação de um texto, erros ortográficos (que a leitura muitas vezes ajuda a corrigir), dificuldade de expressão escrita. Um dos aspetos interessantes naqueles livros publicados na longa noite salazarista eram as suas capas. Quase sempre da autoria de um artista plástico, sobretudo nas obras de ficção e poesia. Atentemos nas palavras de Pacheco Pereira sobre o assunto no blog "Estátua de Sal".

E é a surpresa das capas, desde colecções comuns, policiais, de ficção, do “coração”, pulp fiction produzida para ser barata e consumida ao ritmo da semana, infantil, tudo com capas originais, cuidadas para chamar a atenção, muitas vezes berrantes ao estilo das histórias de quadradinhos da época, produzidas por nomes que se tornaram conhecidos, ou já eram conhecidos e respeitados, mas também por um proletariado do desenho, da pintura, dos cartazes, que fazia capas, telas para os cinemas, publicidade, cromos de colecção, capas de fados e partituras. Mas tudo explodia de vigor, cor, imaginação, kitsch do bom. Uma exposição dessas capas seria um sucesso. Nada era deslavado, mortiço.

Hoje em dia as capas são compradas a fundos de imagens, perdendo-se o prazer de ligar a obra literária e a obra de um artista plástico, relacionando a capa com o texto. Naquele tempo, esses artistas de renome, ou à procura de nome, como sublinha Pacheco Pereira, apostavam nas capas dos livros como pequenas obras de arte, ligando a imagem ao conteúdo da obra. O livro era um objeto de culto, como acontecia com a capa e o disco de vinil onde vinha acondicionada. Pequenas alegrias que se perdem.

14
Abr21

A Malta da Rua dos Plátanos com o DN e o JN

por António Garcia Barreto

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Está a ser distribuído em todo o país, e durante o mês de abril, o romance "A Malta da Rua dos Plátanos", em conjunto com o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias, por apenas + 8 euros. É uma iniciativa destes jornais e do editor Francisco Melo, da Book Cover Editora, do Porto. Comprem o jornal e peçam o livro no quiosque/papelaria.

Sobre o livro, em síntese: A "malta" são as crianças sem infância de uma época quase esquecida, decorrida entre o final da década de 40 e o 25 de Abril. Crianças, depois adolescentes e adultos, que do nada fizeram tudo, lutando e construindo o seu próprio futuro.

14
Abr21

Clarificar

por António Garcia Barreto

"O mundo pertence a quem lê", diz o poeta inglês Rick Holland.

E, claro, a quem tem muito dinheiro, acrescento eu.

14
Abr21

Sugestão mascarada

por António Garcia Barreto

O dia em que nos libertarmos das máscaras deve ser considerado feriado, urbi et orbi. Nos anos seguintes, nesse mesmo dia feriado, devemos todos usar máscaras como forma de comemoração. Máscaras de todos os tipos, como se vivêssemos o Carnaval de Veneza. Quando chegará esse dia, não sei. Há ainda a pandemia e, claro, o negócio das máscaras.

§ único: nesse dia feriado podemos tirar as máscaras para comer, beber e beijar à fartazana.

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14
Abr21

Pandemia e esperança

por António Garcia Barreto

Houve um tempo (antes da pandemia) em que as pessoas, com algumas posses e muita curiosidade, passavam parte das suas férias ou da sua reforma viajando pelo mundo, captando com os seus smartphones imagens de monumentos, paisagens, locais, etc. Por vezes, ao tirar uma fotografia o que mais se apanhava era um ramalhete de pessoas também elas a tirar fotografias a um monumento: à Torre de Pisa, por exemplo, ou ao Grande Canal, em Veneza, sei lá. A nossa fotografia espelhava a fotografia dos outros turistas, nisso que é depreciativamente designado como turismo de massas. A pandemia cerceou quase na totalidade essa possibilidade de ser feliz. Ou de dar espaço a que um pouco de felicidade se manifestasse dentro de cada um de nós. Diz-se que a felicidade não tem história. Mas a infelicidade tem. Esta pandemia que nos calhou em azar viver (ou morrer) pode ser vista como um momento, não digo trágico, porque há piores momentos na História do Mundo, mas um momento de infelicidade coletiva atual. Ainda não é do domínio da História, mas é da Sociologia. Não percamos, todavia, a esperança, pois ela é o único sentimento (único mal, diz o mito) que ficou na Caixa de Pandora. Todos os outros males libertaram-se da Caixa e andam pelo mundo a fazer das suas. Como a pandemia atual.

13
Abr21

A educação do verso

por António Garcia Barreto

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Na rua alinhada pelos meus passos
vai um homem a domesticar palavras
num silêncio de capela
Ao fundo da rua
num clarão de azul e ouro
solta-se o poema
carregado de imperfeições
Agora só falta
ensinar-lhe o caminho de regresso
e educá-lo verso a verso

(do livro "O Cio das Manhãs", Astrolábio Edições)



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